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domingo, 14 de junho de 2009

ANO SACERDOTAL 1


"Os padres são importantes pelo que são", diz Cardeal Hummes
O prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Cláudio Hummes, divulgou uma carta por ocasião do
Ano Sacerdotal, que terá início no dia 19 de Junho, festa do Sagrado Coração de Jesus e Dia Mundial de Oração pela santificação dos sacerdotes.
Para o cardeal, a convocação deste ano teve uma repercussão mundial positiva, em especial entre os próprios sacerdotes: "Todos queremos nos empenhar, com determinação, profundidade e fervor, a fim de que seja um ano amplamente celebrado em todo o mundo, com toda a sua grandeza e com a participação do nosso povo católico, que sem dúvida ama seus sacerdotes e os quer ver felizes, santos e repletos de alegria".
Deverá ser um ano positivo, em que a Igreja quer dizer que está orgulhosa de seus sacerdotes. "Eles são importantes não somente por aquilo que fazem – afirma o cardeal brasileiro –, mas por aquilo que são."
É verdade que alguns deles se viram implicados em graves problemas, mas representam uma percentagem muito pequena em relação ao número total do clero: "A imensa maioria dos sacerdotes são pessoas digníssimas, dedicadas ao ministério, homens de oração e de caridade pastoral, que vivem para actuar a própria vocação e missão com grandes sacrifícios pessoais, solidários para com os pobres e com quem sofre".
O Ano Sacerdotal, portanto, deve ser uma ocasião para aprofundar a identidade sacerdotal, a teologia sobre o sacerdócio católico e o sentido da vocação e da missão dos sacerdotes na Igreja e na sociedade. Para isso, será necessário organizar encontros de estudo, jornadas de reflexão, exercícios espirituais específicos, conferências e semanas teológicas.
Em especial, deverá ser um ano de oração dos sacerdotes, com os sacerdotes e pelos sacerdotes, para que sejam examinadas as condições concretas, espirituais e materiais em que vivem; um ano de renovação da espiritualidade do presbitério e de cada um dos presbíteros.
Por fim, o cardeal convida todas as Igrejas locais a participarem da inauguração do Ano Sacerdotal com um ato litúrgico específico. "Serão bem recebidos em Roma todos aqueles que poderão estar presentes, a fim de manifestar a própria participação a esta feliz iniciativa do papa."
O Ano Sacerdotal foi convocado por Bento XVI para celebrar os 150 anos da morte de São João Maria Batista Vianney, o Santo Cura d'Ars

P. Albano Nogueira




quarta-feira, 10 de junho de 2009

PENSAMENTOS- 2


- O Ideal da minha vida é conquistar o mundo para Jesus Cristo instaurar o Reino do Sagrado Coração.
- A obediência oferece a Deus aquilo que o homem tem de mais precioso e apreciado: a sua vontade.
- Para elevar-se é preciso desprender-se da terra.
- Servir a Deus é reinar.
- Ser santo é viver pacificamente e corajosamente sob o olhar de Deus.
- A Cruz é tão necessária que Jesus tem feito dela a medida da nossa glória.
- O padre e o leigo são o sal da sociedade e a luz da vida social.
- A humildade é o fundamento de todas as virtudes.
- A paciência e a imolação são mais fecundas do que a oração e acção.
- Levar Cristo ao coração do mundo;
- Trazer o mundo ao coração de Cristo.
- Deus sempre é bom, mesmo quando prova tem desígnios de misericórdia.
- Nosso Senhor olha por todas as necessidades, no tempo oportuno, se nos abandonar-mos a Ele.
- O Coração de Jesus resume toda a minha vida: Por Ele vivi, por Ele morro.
- Sem o espírito de amor e imolação as mais espectaculares e grandiosas obras perdem a sua razão de ser.
- O meu único ideal é Cristo.
- É preciso que nos façamos santos. Deus o quer. Já estamos atrasados. Mãos à obra!
- Um homem que queira mudar a sociedade não pode ter ideias tímidas.
- O estudo, a acção e a oração: O sacerdote deve ser um doutor, um apóstolo e um santo.
- As obras exteriores são agradáveis a Nosso Senhor mas muitas vezes estes meios confundem-se com o fim.
- Vivamos com toda a religião para com Deus, toda a santidade para connosco, toda a justiça para com o próximo, toda a sobriedade para com as coisas.
- A fé verdadeira é a única que nos liberta de todas as tiranias e a que promove todo o progresso.
- O silêncio é um dos meios mais fecundos da perfeição.
- O tempo é um tesouro que não nos pertence.
- Todo o amor verdadeiro tem por fim tornar feliz a pessoa que se ama.
- Façamos as coisas mais comuns de uma maneira não comum.
- Deus brindou a juventude com os elementos que servem para as grandes empresas: entusiasmo, força e generosidade.
- O jovem é a mais bela criatura de Deus, é a esperança do provir.
- No prazer a juventude passa mais depressa.
- As obras em que a juventude não participa estão golpeadas de esterilidade.
- A vida do jovens dependerá mais daquilo que serão pelo coração e pelo carácter, do que pelo conhecimento acumulado na mente.
- Não podemos estar sempre em oração perto de Jesus. Saibamos também servi-lo na pessoa dos seus irmãos.
- A educação não se faz com negações.
- Onde não há ordem não há virtude.
- Deus é amor. Fazendo-se homem concentra todo o seu amor num coração humano.
- Para tempos novos obras novas
Pensamentos deonianos

sexta-feira, 5 de junho de 2009

FÉ, REVELAÇÃO E SALVAÇÃO



Primeiramente, os homens começaram por imaginar a existência de Deus. Começaram a imaginar que tinha de existir Alguém mais forte do que eles, mais poderoso do que eles.
As pessoas tinham de enfrentar dificuldades, perigos, obstáculos. Esses perigos vinham da natureza: do clima muito quente ou muito frio, da seca, das inundações, das tempestades, das trovoadas, dos animais selvagens, das doenças, dos outros homens, da morte.
Assim, a primeira ideia de Deus é inventada, criada pelo ser humano que supõe existir alguém que o possa ajudar nas suas adversidades e perigos.
A própria natureza (tempestades, inundações, etc) é vista como sinal de algum Deus enraivecido e furioso que é preciso acalmar através de orações e sacrifícios.
Esta é a primeira ideia de Deus que aparece em todos os povos primitivos. Todos os povos primitivos revelam uma crença no sobrenatural, num ou em vários deuses, que podem dominar as forças adversas, inimigas que colocam em perigo a vida e a sobrevivência humanas.
Esta crença humana no sobrenatural abarca também uma vida depois da morte, a vida do além túmulo. Os povos primitivos acreditam na vida depois da morte. Por isso, fazem cerimónias religiosas em honra dos mortos e até colocam junto deles os objectos usados nesta vida pensando que eles iriam continuar a precisar deles.
Depois, vem a segunda ideia de Deus, fruto da revelação.
Após ter criado o homem e permitir que ele tenha evoluído para um estado civilizacional mais adiantado, Deus revela-se. Deus mostra-se, dá-se a conhecer.
Passaram-se milhões de anos e Deus sai do seu anonimato, revela-se a um Povo- o povo hebreu, ou povo judeu, ou o povo de Israel.
Então, agora já não é o homem a imaginar a existência de Deus, mas é o próprio Deus que se dá a conhecer. O próprio Deus que diz: "Eu existo, Eu sou único. Não existe outro Deus além de Mim. Tudo o resto são ídolos, falsos deuses criados pela imaginação do homem".
Esta é a grande distinção entre as religiões. Umas são de iniciativa humana. É o homem que imagina e cria um Deus segundo o seu pensar. São as religiões naturais e naturalistas, as religiões orientais, asiáticas, africanas e outras.
Outras religiões são reveladas, são de iniciativa divina. É o caso da religião judaica, da qual nasce Jesus Cristo que dá origem ao Cristianismo. A religião judaica e cristã são de origem divina. A diferença está em que muitos judeus não aceitaram Jesus Cristo como o Messias, o Salvador, o Libertador enviado por Deus e ainda hoje esperam esse Messias, enquanto que os cristãos aceitaram Jesus Cristo como o Filho de Deus. Se é o próprio Deus a falar e a dar-se a conhecer, essa é que é a verdadeira religião.
Este Deus revela-se com um Deus Salvador que liberta o povo eleito de situações adversas, de perigos, da opressão e escravidão, para o introduzir numa terra de paz, de liberdade e de abundância.
Este Deus revela-se também como o Deus Criador. A primeira revelação de Deus foi feita pela Criação. Deus revela-se, dá-se a conhecer pela criação. Ao ver a ordem, a beleza, a harmonia, a força evolutiva da criação, o homem pôde chegar à conclusão da existência de Deus. Quando vemos uma pegada na areia dizemos que passou uma pessoa ou um animal por ali. Não vimos a pessoa, ou o animal, mas chegamos á conclusão ao vermos a pegada. Assim, ao olharmos para a natureza o homem chegou à conclusão que foi Deus quem a Criou. Não foi o homem que fez o mundo, por isso, concluiu que foi um ser Sobrenatural mais forte e poderoso do que o homem.
O mundo é uma mensagem, uma marca, uma palavra dada ao homem para ele poder ter a primeira impressão de Deus.
P. Albano Nogueira

quarta-feira, 3 de junho de 2009

CORAÇÃO DE JESUS


albanosousanogueira@sapo.pt

http://deixadeusentrar.blogspot.com/



Junho, mês do Sagrado Coração de Jesus

Fala-se, muitas vezes, do Coração de Cristo como símbolo de seu amor, tomando-o da Escritura: "Beberemos da água que brotaria de seu Coração... Quando saiu sangue e água" (Jo 7,37; 19,35).
Na Idade Média, começaram a considera-lo como modelo de nosso amor, paciente por nossos pecados, a quem devemos reparar entregando-lhe nosso coração (santas Lutgarda, Matilde, Gertrudes a Grande, Margarita de Cortona, Angela de Foligno, São Boaventura, etc.).
No século XVII estava muito expandida esta devoção. São João Eudes, já em 1670, introduziu a primeira festa pública do Sagrado Coração.

Em 1673, Santa Margarida Maria de Alocoque começou a ter uma série de revelações que a levaram à santidade e ao impulso de formar uma equipe de apóstolos desta devoção. Com seu zelo conseguiram um enorme impacto na Igreja.


O apostolado da Oração, que pretende conseguir nossa santificação pessoal e a salvação do mundo mediante esta devoção.

A Oposição a este culto sempre foi grande, sobretudo no século XVIII por parte dos jansenistas, e recebeu um forte golpe com a supressão da Companhia de Jesus (1773).Na Espanha foram proibidos os livros sobre o Sagrado Coração. O imperador da Áustria deu ordem que desaparecessem suas imagens de todas as Igrejas e capelas. Nos seminários era ensinado: "a festa do Sagrado Coração provocou um grave mancha sobre a religião".

A Europa oficial rejeitou o Coração de Cristo e em seguida foi assolada pelos horrores da Revolução francesa e das guerras napoleónicas. Mas depois da purificação, ressurgiu de novo com mais força que nunca.

Em 1856 Pio IX estendeu sua festa a toda a Igreja. Em 1899 Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus (o Equador tinha se consagrado em 1874).

E a Espanha em 1919, em 30 de Maio, também se consagrou publicamente ao Sagrado Coração no Monte dos Anjos. Onde foi gravado, sob a estátua de Cristo, aquela promessa que fez ao pai Bernardo de Hoyos, S. J., em 14 de maio de 1733, mostrando-lhe seu Coração, em Valladolid (Santuário da Grande Promessa), e dizendo-lhe: "Reinarei na Espanha com mais Veneração que em muitas outras partes".



Catolicanet...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

AO ESPÍRITO SANTO


albanosousanogueira@sapo.pt

http://deixadeusentrar.blogspot.com



Vinde, Espírito Divino,
Celeste Consolador,
E realizai nas almas
As obras do vosso amor.

Vinde, Espírito Divino,
Com o dom da Sapiência
Ensinar a distinguir
A verdade da aparência

Vinde, Espírito Divino,
Com o dom da Fortaleza,
Fazer crescer a nossa fé,
Com invencível firmeza.

Vinde, Espírito Divino,
Vinde ao nosso coração,
A mostrar-nos o caminho
Que conduz à salvação.

Dai certeza aos nossos passos,
Luz aos nossos pensamentos,
Para que sejam conformes
Com os vossos mandamentos.

Para que todos unidos,
No fogo da caridade,
Sejamos irmãos, agora
E por toda a eternidade.

(Hino da Liturgia das horas)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A PESSOA DIVINA DO ESPÍRITO SANTO








QUEM É O ESPÍRITO SANTO

O tempo pascal é o tempo do Espírito Santo que se revelou plenamente no dia de Pentecostes em forma de línguas de fogo.
O Espírito Santo para muitos católicos é o Deus desconhecido
A Sagrada Escritura, fala-nos muito do Espírito Santo, que a Teologia chama de 3ª Pessoa da SS.ma Trindade.
Deus é um só, mas não é um solitário. Deus é uma família constituída de 3 pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Mas esta família é tão unida que forma um todo só, um só Deus. Por isso, podemos dizer que Deus é AMOR.
O Espírito Santo é o 1º dom de Jesus ressuscitado e é chamado o Defensor, o Consolador. O E.Santo vai continuar a obra salvadora de Jesus.
- 50 Dias depois da Páscoa, Jesus envia o E. S. em forma de línguas de fogo, no dia de Pentecostes. É o começo da Igreja e é o E.Santo que vai continuar a obra da redenção realizada por Jesus. Tudo na Igreja, depois do Pentecostes será obra do E.S.
É Ele quem faz mover, guiar, conduzir a Igreja. O E. Santo é a alma da Igreja. Sem o E. Santo a Igreja seria um corpo morto. Com Ele tem a vida de Deus. O E. Santo assiste o Papa, os Bispos, os sacerdotes, os leigos comprometidos para compreenderem a Palavra de Deus.
O E. Santo dá força aos cristãos para professarem a fé. Actualiza o mistério pascal. Faz acontecer hoje a salvação por meio dos sacramentos.
O cristão é uma pessoa em quem vive a SS.ma Trindade, depois do baptismo. É preciso, por isso, deixar-se conduzir pelo E. Santo, aceitando, como Maria, ser portadora de Jesus. Hoje somos nós que temos de dar Cristo ao mundo.
Para isso temos de escutar o Espírito e isso acontece se rezarmos, se pararmos para O escutarmos, se fizermos silêncio.
É preciso rezar ao E. Santo para Ele nos iluminar, nos ajudar a conhecer o plano de Deus para nós, seja a nossa força na construção de um mundo melhor segundo a vontade de Deus.
O E. Santo tem a missão de criar comunhão porque é o Amor, o Abraço eterno e o amor une, Primeiro na Santíssima Trindade: comunhão plena, total, intensa entre o Pai e o Filho; depois, comunhão na Igreja entre os seus membros e comunhão dos membros com a cabeça que é Jesus Cristo.
Aqueles que vivem segundo o E. Santo não devem viver desunidos, na discórdia, na separação. Devem viver unidos mesmo que sejam diferentes. Quem se deixar conduzir pelo Espírito Santo deve aceitar os outros em grande compreensão. Vede como eles se amam, diziam os pagãos dos primeiros cristãos.

sábado, 16 de maio de 2009

ORAÇÃO A DEUS PAI

SER FRÁGIL, SENHOR DEUS


Senhor, a vida nem sempre é como nós queremos: saúde, bem-estar, felicidade, sucesso, fartura, riqueza material.
Por vezes, sentimos bem perto as fragilidades: nossas e dos outros, por falta de coisas materiais, por falta de saúde física ou psíquica.
As nossas fragilidades, do ponto de vista humano, são um mal, porque nos enfraquecem, tiram-nos forças físicas, tornam-nos mais ou menos dependentes dos outros, fazem-nos sofrer.
Mas as fragilidades, as fraquezas, as doenças, podem ser um bem porque nos fazem sentir a nossa fraqueza física, psíquica e espiritual e nos abrem ao Transcendente, a Deus.
Senhor, todas as pessoas querem-se sentir fortes, saudáveis, felizes. Tu porém permites as contrariedades, as doenças, os acidentes, o envelhecimento para sentirmos que pouco somos, somos frágeis, caducos, passageiros e que só em Vós encontramos.
A fragilidade mostra que não temos em nós mesmos a razão de viver, de existir, a consistência e a permanência no ser, porque tudo passa.
Obrigado, Senhor Jesus, por todas as pessoas que sentem a Tua presença nas suas doenças, velhice, fragilidade e se abrem a Ti como fonte de esperança, de alívio, de apoio, de consolo.
Obrigado Senhor, por todas as pessoas que aceitam a sua fragilidade, as doenças, os sofrimentos, o envelhecimento sem revoltas e revelam a sua fé e confiança em Deus Pai o Senhor da Vida, em Jesus Salvador que morreu e ressuscitou e no Espírito Santo Santificador, o Senhor que dá a vida espiritual e eterna aos crentes.
Senhor Deus e Pai, queremos confiar em Vós. Entregar-te a Nossa vida neste mundo aquém da morte e no mundo além da morte.
Senhor, eu creio que a vida não é um caminhar para o nada, para o fim total, para o absurdo da morte escura e fria onde nada mais se passa.
Creio, Senhor Jesus, que a vida é um caminhar ao encontro de Deus Pai que me espera de braços abertos e amorosos. Um Pai cheio de carinho e de ternura que na Sua misericórdia me espera para me dar um pouco do que me mereço, muito do que não mereço e uma certa repreensão pelo mal que fiz na vida deste mundo que se chama terra.

P. Albano Nogueira