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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

HOJE NASCEU O SALVADOR?



A liturgia de Natal, diz: hoje nasceu o Salvador do Mundo...
Mas é mesmo HOJE?
Este hoje não deve ser entendido na dimensão histórica.
Jesus nasceu em Belém da Judeia, Palestina há 2009 anos.
Mas o seu renascimento espiritual acontece todos os dias no aqui e agora.
Deus quer nascer em cada pessoa e morar nela e nasce quando eu acredito, espero e amo.
ACREDITO, tenho fé, confio em Deus Pai, Filho, Espírito Santo, acredito na Igreja, nos sacramentos.

Quando eu ESPERO no presente e no futuro ser melhor, ser IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS;

Quando eu AMO: os outros, faço o bem, respeito os outros e as coisas dos outros, sou educado para os outros. AMO-me também a mim mesmo.
A Salvação é um dom de Deus para todos e foi realizada por Jesus Cristo começando na Encarnação e consumada na Redenção (Morte e Ressurreição); mas esta salvação é actualizada em todos os tempos e em todas as épocas pelo acolhimento que fazemos dela.
Por isso, é que se diz: nasceu hoje.
A salvação começa no presente e será plena no futuro...
Cada crente deve sentir a salvação de Deus no AQUI E AGORA.
Salvação= saúde, paz, vida espiritual, vida da graça divina em nós, libertação do mal e do pecado; esperança, amor, alegria; VIDA ETERNA


UM SANTO E FELIZ NATAL

Pe. Albano Nogueira

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

PARA UMA ESPIRITUALIDADE APOSTÓLICA





ORAÇÃO


A preocupação fundamental de Jesus consistia em ser obediente a seu Pai, em viver constantemente na sua presença.

Só então teve clara a sua tarefa em relação às pessoas.
O primeiro mandamento pede-nos que amemos a Deus com todo o coração, com toda a nossa alma e com toda a nossa mente.

O que Deus pede é um compromisso assumido com Deus.

Deus pede a totalidade do nosso coração, a totalidade da nossa mente, a totalidade da nossa alma.
É este amor incondicional a Deus que nos leva a cuidar do nosso próximo, não como uma actividade que nos distrai de Deus ou entra em competição com a nossa atenção a Deus, mas como uma expressão do nosso amor a Deus, que se nos revela como o Deus de todos.

Em Deus é onde encontramos o nosso próximo e descobrimos a nossa responsabilidade para com Ele.
O primeiro mandamento concretiza-se e especifica-se no segundo (amor ao próximo)
Há que descobrir a Deus no mundo e ao mundo em Deus.

Não fugimos do mundo para encontrar Deus.
Há que ser contemplativos na acção.

Podemos encontrar Deus no mundo.
Também temos de ser activos na contemplação.

Ter tempo para Deus mesmo com muitas actividades.

Temos de ser menos activos e mais passaivos para poder receber Deus: na sua Palavra, na Eucaristia, no silêncio, na oração e nas outras pessoas.

Deus também vem ter connosco nas pessoas.

Não apenas na igreja ou na religião.

Deus tem de ser amado amando as pessoas. Elas também são o rosto de Deus. Às vezes um rosto sujo, denegrido, desfigurado pelo pecado, como uma fotografia tremida que nem parece pessoa, mas continua a ser imagem da pessoa. Assim as pessoas, mesmos desfiguradas pelo pecado continuam a ser imagens de Deus.

Neste Natal, procure descobrir a presença de Deus nas pessoas.

Seja acolhedor, carinhoso, compreensivo, delicado, meigo.

Veja os outros com os olhos de Deus e tudo mudará nos seus relacionamentos.


Pe. Albano Nogueira

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

CELEBRAR O NATAL - 2


É impossível montar o presépio de Jesus em corações onde existem sentimentos de ódio, vingança, indiferença em relação aos outros.
O Natal não deve nunca ser a festa do esbanjamento, numa sociedade onde existem pessoas carecidas do necessário para poderem viver com dignidade.
Natal é solidariedade cristã.
Natal é tempo de partilha.
Natal é tempo para pensar nos outros, também nos mais carenciados, em quem Jesus quis estar presente.
Natal é humildade e não prepotência.
É serviço e não oportunismo nem exploração.
A presença de Jesus no coração dos homens é incompatível com sentimentos de inveja, de ódio, de violência.
É incompatível com qualquer manifestação de agressividade.
Natal é tempo de reconciliação e de paz, que passa também pelo gesto sacramental da confissão.
A preparação do Natal passa pela revisão de vida.
Pela purificação interior - Confissão ou Reconciliação.
Pela atenção aos outros.
Por maior justiça social.
O Natal do luxo, dos exageros, dos presentes caros, do desperdício não foi, nunca, o Natal de Jesus.
Nós devemos celebrar e recordar todos os anos o nascimento de Jesus Cristo, o Verbo de Deus encarnado, a presença entre nós da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.
O Filho de Deus que se faz homem para assumir a natureza humana e a curar, sarar das feridas do pecado e justificar (transformar os homens pecadores em justos) a humanidade.
Mistério da Encarnação como primeiro passo para realizar o mistério da Redenção (Salvação) pela Sua Paixão, morte e ressurreição.
Movimento descendente de Deus que baixa até nós, que se aproxima de nós, que se faz visível, humano; para levar os homens ao movimento ascendente e irem até Deus pelo seguimento da Boa Nova (Evangelho), da Vida Nova que Deus nos quer dar pela Sua acção em nós:
a acção da graça divina que o Espírito Santo realiza em nós por meio da oração, leitura e escuta da Palavra de Deus (Bíblia), sacramentos, conversão, esforço pessoal de renúncia ao mal, ao egoísmo, ao desamor (ascese) – santificação pessoal e comunitária.

P. Albano Nogueira

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

ADVENTO E A CELEBRAÇÃO DO NATAL




Começa na Igreja Católica o tempo litúrgico do Advento que são 4 semanas de preparação para o Natal, nascimento de Jesus de Nazaré.
Cristo que veio (no passado- 2009 anos), Cristo que vem (no presente, no aqui e agora, de forma espiritual) e virá no futuro.
Temos de despertar a consciência para a celebração do Natal de Jesus Cristo, e esse tem de ser devidamente preparado.
Nós, os cristãos, celebramos no Natal o nascimento de Jesus. Infelizmente, desde há uns anos para cá, vimos assistindo a um conjunto de medidas tendentes a paganizarem-no.
A roubarem-lhe o sentido cristão.
A substituírem o Natal de Jesus Cristo pelo natal do pai natal.
A todo um conjunto de manifestações consumistas, exibicionistas, nada evangélicas.
E isto acontece, não tanto com a passividade, mas até com a colaboração de indivíduos que se dizem cristãos.
Quando era garoto diziam-me ser o Menino Jesus quem, descendo pela chaminé, pela calada da noite, punha prendinhas no sapato.
Porque isso não correspondia à verdade, deixaram de o dizer.
Acontece agora, em algumas festas de solidariedade promovidas por instituições ligadas à Igreja, surgir a figura bonacheirona de um pai natal carregadinho de prendas, substituindo uma piedosa mentira por uma mentira comercial.
Que nós, os cristãos, não consintamos na paganização do Natal.
Para nós, não deverá haver outro Natal que não seja o Natal (nascimento) de Jesus. Mistério da ENCARNAÇÃO.
Um dos mistérios centrais da nossa fé cristã.
Natal hoje é a recordação histórica do nascimento de Jesus há 2009 anos, mas é também o acontecimento espiritual, sempre actual, de Deus que quer nascer e morar no nosso coração, na nossa alma.
Que, em vez da figura do pai natal, não deixe de haver, em cada lar, uma imagem do Menino Jesus.
Porque não montar também um presépio?
E no presépio, é evidente, são essenciais as imagens de Jesus, de Maria e de José. Tudo o mais é dispensável.
Mas celebrar o Natal de Jesus não é só fazer um presépio.
É tomarmos consciência da Mensagem de Jesus Cristo, da sua Boa Nova, que tem por base o amor de Deus por nós e o nosso amor a Deus e aos outros.
Jesus veio dizer-nos termos em Deus um Pai que nos ama.
Veio dizer-nos que devemos amar a Deus, o que implica que nos amemos uns aos outros.
Ele mesmo deu o exemplo, fazendo da própria vida um serviço e uma doação em favor dos homens.
O Natal de Jesus não deve ser, senão, a festa do amor, da fraternidade, do bom entendimento entre os homens: Glória a Deus e Paz na terra aos homens.
O melhor presépio a montar há-de ser no coração de cada um de nós. Por isso a preparação do Natal deverá ser um tempo de reflexão, a que a liturgia da Igreja chama Advento, e principia no primeiro Domingo do Advento, dia 29 de Novembro, este no de 2009.

P. Albano Nogueira

terça-feira, 24 de novembro de 2009

POR QUÊ IR À MISSA/ EUCARISTIA?



Por que o alimento espiritual é indispensável para nossa vida.

Sem Cristo vivo em nossa vida, perecemos.

Não há cristão sem missa.

O catolicismo não é uma religião do cristão isolado, intimista, o católico cristão só o é no seio de uma comunidade de fiéis, que se materializa dentre outras coisas, na presença física e espiritual na Missa.

O cristão não pode viver sem ir a missa, sem celebrar a Eucaristia (Acção de Graças).

Na Eucaristia comungamos o Corpo de Cristo e fazemos do nosso corpo um templo de Deus.

Pergunto: pode um cristão viver separado de Cristo? Claro que não. Então, a missa se torna imperativa para nós, imperativa não como obrigação tão-somente, mas um imperativo de vida, imperativo existencial, porquanto nela, missa, recebemos o alimento espiritual e rendemos graças Àquele que nos dá a paz.

Daí porque devemos ir mesmo quando estamos com pouca vontade, aliás, a pouca vontade é mais do que uma razão para ir, é o momento oportuno para pedirmos: Pai, aumenta-nos fé!
Sobre a Santa Missa, Santo Escrivá (Fundador do OPUS DEI) possui ensinamentos preciosos, vejamos:"Assistindo à Santa Missa, aprendemos a conviver com cada uma das Pessoas divinas: com o Pai, que gera o Filho; com o Filho, que é gerado pelo Pai; e com o Espírito Santo, que procede dos dois.

Convivendo com qualquer uma das três Pessoas, convivemos com um só Deus; e convivendo com os três, a Trindade, convivemos igualmente com um só Deus, único e verdadeiro.

Amemos a Missa, meus filhos, amemos a Missa.

E comunguemos com fome, mesmo que nos sintamos gelados, mesmo que a emotividade não nos acompanhe: comunguemos com fé, com esperança, com inflamada caridade.

Não ama a Cristo quem não ama a Santa Missa, quem não se esforça por vivê-la com serenidade e sossego, com devoção e carinho.

O amor converte os enamorados em pessoas de sensibilidade fina e delicada; leva-os a descobrir, para que se esmerem em vivê-los, pormenores às vezes insignificantes, mas que trazem a marca de um coração apaixonado.

É assim que devemos assistir à Santa Missa.

Por isso sempre desconfiei das pessoas empenhadas em ouvir uma Missa curta e atropelada: pareciam-me demonstrar com essa atitude, aliás pouco elegante, não terem percebido ainda o que significa o Sacrifício do altar.

O amor a Cristo, que se oferece por nós, incita-nos a saber encontrar, uma vez terminada a Missa, alguns minutos para uma acção de graças pessoal e íntima, que prolongue no silêncio do coração essa outra acção de graças que é a Eucaristia. (É Cristo que passa, nn. 91-92)".

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

EU SOU FORTE



Enviado por Magali Elisabete, Juindiaí, S. Paulo, Brasil

Certo dia, a PEDRA disse: “Eu sou forte”.
Ouvindo isso, o FERRO disse:
“Eu sou mais forte que você! Quer ver?”
Então, os dois duelaram até que a pedra se tornasse pó.
O ferro, por sua vez, disse: “Eu sou forte”.

Ouvindo isso, o FOGO disse:
“Eu sou mais forte que você! Quer ver?”
Então os dois duelaram até que o ferro se derretesse pelo fogo.
O fogo, por sua vez, disse: “Eu sou forte”.

Ouvindo isso, a ÁGUA disse:
“Eu sou mais forte que você! Quer ver?”
Então os dois duelaram até que o fogo se apagasse.
A água, por sua vez, disse: “Eu sou forte”.

Ouvindo isso, a NUVEM disse:
“Eu sou mais forte que você! Quer ver?”
Então os dois duelaram até que a água evaporou.
A nuvem, por sua vez, disse: “Eu sou forte”.

Ouvindo isso, o VENTO disse:
“Eu sou mais forte que você! Quer ver?”
Então, os dois duelaram até que o vento fez desaparecer a nuvem.
O vento, por sua vez, disse: “Eu sou forte”.

Ouvindo isso, os MONTES disseram:
“Nós somos mais forte que você! Quer ver?”
Então os dois duelaram até que o vento ficasse preso dentro do círculo dos montes.
Os montes, por sua vez, disseram: “Nós somos fortes”.

Ouvindo isso, o HOMEM disse:
“Eu sou mais forte que vocês! Querem ver?”
Então o homem, dotado de grande inteligência, perfurou os montes, impedindo que eles prendessem o vento.
Acabando com o poder dos montes, o homem disse: “Eu sou a criatura mais forte que existe”.
Até que veio a MORTE e o Homem que achava ser inteligente e forte suficiente, com um golpe apenas, acabou-se.

A morte ainda comemorava, quando, sem que ela esperasse, veio UM HOMEM e, com apenas 3 dias de falecido, venceu a morte e todo o poder Lhe foi dado na terra e no Céu. Como se não bastasse, vencida a morte, Ele nos deu o direito de ter a Vida Eterna através do Seu sangue, que nos liberta de qualquer pecado.

Esse homem é JESUS CRISTO, o Filho de Deus Vivo e disse:
“Eu sou a Ressurreição e a vida. Aquele que crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em Mim, jamais morrerá”. Jo 11, 25-26.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O SAL E A DOR



Enviado por Magali Elisabete, Jundiaí, S. Paulo, Brasil


"O velho mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal num copo de água e bebesse.

- Qual é o gosto? Perguntou o mestre.

- Ruim. Disse o aprendiz.

O mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.

Os dois caminhavam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.

Então o velho disse:

- Beba um pouco dessa água.

Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o mestre perguntou:

- Qual o gosto?

- Bom, disse o rapaz.

- Você sente o gosto do sal?

- Não. Disse o jovem

O mestre, então, sentou-se ao lado do jovem, pegou-lhes nas mãos e disse:

- A dor da vida de uma pessoa não muda, mas o sabor da dor depende de onde a colocamos.

Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo à tua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu.

Por outras palavras, é deixar de ser copo para se tornar num lago.

Felicidade e muita paz.

OBRIGADO.
P. Albano Nogueira