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quarta-feira, 19 de maio de 2010

ORAR É RECONHECER-SE PECADOR



Orar é RECONHECER que somos pecadores como Pedro que se deixou guiar pelo Mestre e lançou as redes onde durante toda a noite nada tinha pescado.
Sabemos o que se passou depois: pesca milagrosa, muitos peixes, as redes quase se rompiam…
Ao ver isto, Pedro exclamou: “Senhor, tem piedade de mim que sou um homem pecador…”.
O que aos homens parece impossível, às vezes, de repente, o Senhor torna-o possível.
Qual foi a tua reacção?
Somos pecadores, fazemos o mal que não queremos e deixamos de fazer o bem que queremos.
Mas se somos pecadores, Tu, Senhor, és o nosso Pai, Tu perdoas, esqueces e aceitas… por isso, recorremos a Ti com fé e confiança, sabendo que nunca rejeitas os teus filhos que vêm a Ti com dor no coração.
Jesus disse a Pedro: “Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens”. Então levaram as barcas para terra. Deixaram tudo e seguiram Jesus.
Faz uma paragem, reconhece o amor de Deus por ti que nunca falta, pede-Lhe perdão pelas vezes que não Lhe correspondes aos Seu amor.
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Orar é RECONHECER que o Senhor me confia uma missão.
Primeiro ensina-nos a escutar a sua voz.
Com o tempo descobre-nos essa razão última que dá sentido à nossa vida: o que quer de nós…
A nossa missão é única e irrepetível.
Ninguém pode substituir-nos.
Jesus necessita das nossas mãos para abençoar,
Jesus necessita dos nossos pés para caminhar ao encontro dos outros,
Jesus necessita da nossa boca para falar
Jesus necessita do nosso coração para amar e isto sempre de modo concreto.
Somos o Seu corpo aqui e agora.
Alguma vez perguntaste a Jesus: “Senhor, que queres de mim?”.
Se Jesus te chamasse, qual seria a tua resposta.
O pai, a mãe às vezes, pedem ajuda aos filhos: vai fazer isto, preciso que me faças isto.
Mas os filhos também podem perguntar:
Mãe, pai, precisam de alguma coisa que eu faça? Posso ajudar?
Com Deus temos nós de fazer muitas vezes esta pergunta.
“Senhor, que posso fazer eu por Ti? Em que posso ajudar?”.
Outras vezes o Senhor pede ajuda pela boca do pai, da mãe, de um sacerdote, de um catequista, etc...
O Senhor precisa de ajuda. Não devo pensar só no que Deus pode fazer por mim, no que Deus me pode dar.
Tenho de pensar também: o que é que eu posso dar a Deus, que é que eu posso fazer pelo Senhor, pela Igreja, pelos outros…
O Senhor precisa de mensageiros, de apóstolos, de testemunhas que digam aos homens o quanto Deus os ama, que ensinem a conhecer e amar a Deus, que O sigam.
Nós não somos nada, não somos dignos, mas o Senhor precisa de nós como voluntários.
Se nós fizermos a nossa parte, Deus fará o resto.
Se eu não fizer, Deus também não o fará.
O que é preciso é dizer: “Senhor, aqui estou.
Podes contar comigo”.
Pe. Albano Nogueira

sexta-feira, 7 de maio de 2010

PARADOXOS (CONTRADIÇÕES) DO NOSSO TEMPO

Vejamos algumas contradições dos nossos dias.

- Temos edifícios mais altos e pavios mais curtos.
- Temos estradas mais largas e pontos de vista mais estreitos.
- Gastamos mais, mas temos menos e ficamos cheios de dívidas.
- Compramos mais, mas desfrutamos menos.
- Temos casas maiores cheias de móveis, mas famílias mais pequenas, onde falta o calor humano.
- Mais comodidades, mas menos tempo.
- Temos graus académicos, mas menos entendimento.
- Mais conhecimento e menos poder de discernimento.
- Mais peritos, mas ainda mais problemas.
- Mais medicina, mas menos bem-estar.
- Bebemos muito, fumamos muito, comemos muitos, mas mais doentes.
- Gastamos de forma excessiva, mas rimos muito pouco.
- Guiamos muito depressa e irritamo-nos muito facilmente.
- Deitamo-nos muito tarde para viver e gozar mais a vida, para acordarmos muito cansados e mais mortos do que vivos.
- Lemos muito pouco, vemos muita televisão, mas só rezamos de vez em quando ao nosso Bom Deus.
- Multiplicamos as nossas posses, mas reduzimos os nossos valores.
- Falamos muito e dizemos pouco ou nada de interesse.
- Raramente amamos e odiamos com muita frequência.
- Aprendemos a ganhar dinheiro para viver, mas não aprendemos a VIVER.
- Adicionámos anos à vida, mas não vida aos anos.
- Já fomos à lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua para saudar o nosso vizinho.
- Conquistámos o espaço exterior, mas não o espaço interior.
- Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores.
- Limpamos o ar, mas poluímos a alma.
- Dominámos o átomo, mas não os nossos preconceitos.
- Escrevemos mais, mas aprendemos menos.
- Planeámos mais, mas realizamos menos.
- Aprendemos a viver depressa, mas não a esperar.
- Existe muito envolvimento sexual entre as pessoas, mas pouco amor.
- O nosso tempo tem homens grandes, mas pequenos de carácter.
- Grandes lucros e relações superficiais.
- São tempo de dois salários, mas de mais divórcios.
- Casas mais luxuosas e mais lares desfeitos.
- Tempo do descartável: fraldas, viagens rápidas, valores morais descartáveis, relações de uma só noite, corpos obesos, e pílulas que fazem tudo: levantar ânimo, deprimir e até matar
- No nosso tempo, as pessoas gozam mais, mas são mais infelizes.
- Há abundância de bens materiais e vazio de bens espirituais.
- O Homem tornou-se um deus bem mortal e o Deus Imortal deixou de fazer falta.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A SAMAMBAIA E O BAMBU


Confia em ti mesmo, que Deus também confia em ti.
Certo dia decidi dar-me por vencido.
Renunciei ao meu trabalho, às minhas relações, e à minha fé.
Resolvi desistir até da minha vida.
Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com Deus.
“Deus, eu disse:
Poderias dar-me uma boa razão para eu não entregar os pontos?”
Sua resposta me surpreendeu:
“Olha em redor Estás vendo a samambaia e o bambu?”
“Sim, estou vendo”, respondi.
Pois bem. Quando eu semeei as samambaias e o bambu, cuidei deles muito bem.
Não lhes deixei faltar luz e água.
A samambaia cresceu rapidamente.
Seu verde brilhante cobria o solo.
Porém, da semente do bambu nada saía.
Apesar disso, eu não desisti do bambu.
No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa.
E, novamente, da semente do bambu, nada apareceu.
Mas, eu não desisti do bambu.
No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa…
Mas, eu não desisti.
Mas… no quinto ano, um pequeno broto saiu da terra.
Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno , até insignificante.
Seis meses depois, o bambu cresceu mais de 50 metros de altura.
Ele ficara cinco anos afundando raízes.
Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver.
“A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que elas não pudessem superar”
E olhando bem no meu íntimo, disse:
Sabes que durante todo esse tempo em que vens lutando, na verdade estavas criando raízes?
Eu jamais desistiria do bambu. Não desistiria de ti.
Não te compares com outros”.
“O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer do bosque um lugar bonito”.
“Teu tempo vai chegar” disse-me Deus.
“Crescerás muito!”
Quanto tenho de crescer? perguntei.
“Tão alto como o bambu?” foi a resposta.
E eu deduzi: Tão alto quanto puder!
Espero que estas palavras possam ajudar-te a entender que Deus nunca desistirá de ti.
Nunca te arrependas de um dia de tua vida.
Os bons dias te dão felicidade.
Os maus te dão experiência.
Ambos são essenciais para a vida.
A felicidade te faz doce.
Os problemas te mantêm forte.
As penas te mantêm humano.
As quedas te mantêm humilde.
O bom êxito te mantém brilhante.
Mas, só Deus te mantém caminhando...
Evangelize!!!!!

(Obrigado Rosa pelo texto enviado)
Rosa Silva

quarta-feira, 21 de abril de 2010

6. ORAR É RECONHECER


ORAÇÃO E RECONHECIMENTO DE CRISTO
“Os discípulos de Emaús reconheceram Jesus ao partir do pão” (Lc. 24)
O desejo da nossa vida, consciente ou inconsciente, é ver o rosto de Deus. É o Teu rosto que nós buscamos, Senhor, nenhuma outra realidade nos pode satisfazer.
Mostra-nos as maravilhas da Tua misericórdia.
Ajuda-nos, Senhor, a aprender a reconhecer o teu selo, a tua marca na n/ vida para entender a Tua ternura infinita para connosco.
Saboreai e vede como o Senhor é bom.
Aperfeiçoemos os nossos sentidos para experimentar a presença de Deus e viver como o maior gozo, a maior alegria da vida.
Oremos para RECONHECER Jesus.
Como os discípulos de Emaús.
Estavam frustrados, vazios, desanimados, incapazes de O reconhecer, apesar de estarem na Sua presença.
Essa presença que enche de alegria e os converte em testemunhas da ressurreição.
Quantas vezes, na nossa vida, estamos cheios de frustrações, desanimados, desiludidos!
Jesus acolhe-nos tal como somos, parte do nosso desalento e a Sua Palavra devolve-nos a alegria perdida.
Orar é RECONHECER que, como Jesus, somos filhos predilectos do Pai: “Tu és o meu filho muito amado, tu és o meu encanto…”.
Não é fácil escutar esta voz doce e suave, este murmúrio, no meio dum mundo cheio de palavras que gritam precisamente o contrário.
Esta voz doce e suave no nosso íntimo que nos chama “meu amado”, chega-nos por muitos caminhos, por aquelas pessoas que cuidaram de nós com carinho e amor.
Sempre que ouvires com grande atenção esta voz que te chama de “meu amado”, descobrirás dentro de ti o desejo de a escutar intensamente e para sempre.
“Quero que saibas que é um filho (a) amado de Deus.
És maravilhoso aos seus olhos.
Quando as coisas se tornarem difíceis na tua vida e a vida te pareça uma carga, recorda sempre que és amado por Deus com amor eterno.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

ORAR É DEIXAR




“Deixar-se nas mãos de Deus é o mais acertado em tudo” – Santa Teresa de Jesus
Deixar-se – Símbolo do barro nas mãos do oleiro.
Cada artista toma o barro nas suas mãos para fazer o objecto.
Todos fazem objectos diferentes.
O barro é mole, dócil, deixa-se trabalhar, transformar.
Podemos imaginar Deus a fazer-nos a cada um, com o mesmo material (humanos), mas cada um é único, irrepetível. Sou único.
Pensa: achas que és barro nas mãos do Divino Oleiro?
Deixas-te trabalhar pela graça divina?
Ou será que resistes ao Divino oleiro como uma pedra dura e não deixas que Deus te trabalhe a seu gosto?
Sentes que estás nas mãos de Deus que te faz a Seu gosto?
Que tipo de vasilha és tu?
Que guardas dentro dessa vasilha que és tu?
Guardas o bem ou o mal?
Guardas sementes de alegria, de vida, de esperança, de amor, flores perfumadas para alegrar os outros e a Deus?
Ou será que guardas sementes de morte, violência, veneno, ódio, inveja, vingança, egoísmo, vaidade, injustiça, desonestidade?
Não podemos acolher a novidade do evangelho num coração (vasilha) cheio de veneno, de maldade, de ruindade.
Vinho novo, odres novos.
Deus pode converter a nossa vasilha velha, rachada, numa vasilha nova.
=== Pensa no que deves despejar, deitar fora dessa vasilha que é a tua alma, o teu coração para nela entrar Deus, morar Deus, para que Deus seja Deus na tua vida.
Para que Deus seja o Deus da tua vida.
Deus beijou o nosso barro porque ele tem em si um tesouro escondido por Deus.
Deus quer deixar no nosso barro a sua luz, a sua riqueza, a sua graça.
Na nossa fragilidade, Deus manifesta o Seu poder.
Se os outros descobrem em nós o Seu rosto é porque a Sua graça nos transforma em cristal para que transpareça a Sua luz.
Nós somos barro tosco e Deus pode transforma-nos em cristal limpo e transparente.
Temos de amar o barro que nós somos porque Deus também o ama.
Só o amor alumia o que perdura.
Só o amor converte em milagre o barro.
Pe. Albano Nogueira

sexta-feira, 2 de abril de 2010

NÃO É ENGRAÇADO?

NÃO É ENGRAÇADO?

1- Não é engraçado como uma nota de 10 euros parece tanto dinheiro se a damos na Igreja e sempre a regateamos e nos parece tão pouco se vamos a uma merenda ou fazer compras e o fazemos de boa vontade?
2- Não é engraçado como uma hora passada na Igreja ou quando servimos a Deus nos parece tão longa e tanto tempo e nos parece tão curta quando assistimos a um jogo de futebol ou a uma telenovela?
3- Não é engraçado como não temos palavras quando rezamos, quando falamos com Deus, não sabemos o que dizer e temos tanto que falar e tantas palavras na ponta da língua para conversarmos com os outros?
4- Não é engraçado que temos receio ou dizemos que não temos tempo para evangelizar e temos tempo e vontade para espalhar o último boato e crítica que aparecer?
5- Não é engraçado como temos tanto sono e preguiça para ler uma página da Bíblia e temos tanta vontade em ler um romance famoso?
6- Não é engraçado como queremos as cadeiras da frente num teatro ou num show e na Igreja procuramos mais as cadeiras e os bancos de trás?
7- Não é engraçado como para a Igreja nunca temos tempo para um compromisso, para colaborar nas tarefas da comunidade e para as coisas do mundo estamos sempre disponíveis?
8- Não é engraçado como acreditamos em tudo o que dizem os jornais, as revistas, a TV, a rádio e duvidamos do que diz a Bíblia e do que ouvimos na pregação?
9- Não é engraçado como todo o mundo se quer salvar, desde que não tenha nada que fazer, nada que mudar, nada que deixar, nada que acreditar?
10-Não é engraçado como mandamos muitas piadas por email que se espalham como incêndio, mas quando recebemos um email sobre Deus ou religioso não reenviamos para quase ninguém e excluímos muitos dos nossos amigos?

É muito triste este nosso comportamento de nós que nos dizemos cristãos católicos.
Precisamos de ter mais intimidade com Deus.
Ele é fonte da nossa existência, Ele é o Meu Salvador.
Ele me sustenta cada dia que passa.
Sem Ele eu nada sou, mas com Ele tudo posso em todas as coisas através de Jesus Cristo que me fortalece.
Se amas a Deus contempla as coisas maravilhosas que Ele tem feito por ti e dá testemunho delas diante dos teus amigos e conhecidos.

Texto enviado por email... Agradeço e partilho com todos...

Um Santa e Feliz Páscoa para todos...
Pe. Albano Nogueira

terça-feira, 30 de março de 2010

ORAR É INTERCEDER PELOS OUTROS


Quando rezarmos, não devemos fazê-lo só por nós; rezar só por nós, devemos também interceder em favor dos outros, rezar pelos outros, apresentá-los diante de Deus nosso Pai do Céu.
Não vês como estão desfigurados tantos rostos de tantos irmãos?
Não vês como tanta beleza feita à imagem de Deus, está desfeita pela dor, pela angústia, pelo pecado, pelo sem-sentido?
Não vês tantos rostos humanos que precisam de restauração?
Debaixo de cada rosto está o rosto de Jesus, mas são necessárias mãos de artista que devolvam a cor e o sentido, coração de artista que descubra o Grande Artista (Deus) que concebeu cada obra de arte.
Está aí cada rosto deteriorado, estragado, contaminado à espera de uma mão que se aproxime e limpe; que um coração ame e recupere o que estava perdido.
Não gostarias de ser restaurador de pessoas?
Imagem da Verónica que limpa o rosto na Paixão de Jesus…
Faz da tua oração um espaço, uma oficina de restauração onde se levam rostos, imagens para restaurar.
Na tua oração reza pelas pessoas com nomes, com casos reais, escritos, notícias.
Orar, interceder, sacrificar-te pelos outros.
Leva à tua oração as dores e problemas dos outros: marido, esposa, pais, filhos, irmãos, vizinhos, intenções da Igreja.
Importante é não julgares os outros, não desprezares os outros, não te julgares bom e os outros maus.
Reza ao Senhor por eles.
Esta oração de intercessão pelos outros é muito bonita, desinteressada e agrada a Deus.
Reza a Deus pelos problemas dos outros e do mundo.
Não te esqueças que Deus conta contigo para ajudares os outros a levar cruz deles.
A salvação é de cada um, mas inserido na comunidade, na sociedade. Ninguém se salva sozinho...
Salvamo-nos se nos preocupamos em fazem bem e ajudar os outros.

Padre Albano Nogueira