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terça-feira, 26 de outubro de 2010

“DEUS ESTÁ NO MEIO DE NÓS”

albanosousanogueira@sapo.pt
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O Deus cristão que é o Deus da Bíblia – Antigo e Novo Testamento, caracteriza-se, entre outras coisas, por duas realidades:
1- O Deus que se comunica connosco para fazer comunhão, união com os humanos -
É o Deus da Aliança: Antiga e Nova Aliança, Antigo e Novo Testamento.
É o Deus da bênção (que diz e faz o bem), é o Deus do Amor e da Misericórdia.
2- O Deus que constrói a Sua Tenda, o Seu Santuário para morar no meio de nós- Antigo Testamento- Êxodo.
O Deus que não está nas nuvens, longe de nós, mas que quis morar no meio do Seu Povo.
Jesus Cristo, é o Deus encarnado, presente no meio de nós (Novo Testamento).
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O Deus Bíblico – Javé - é
- Aquele que Era (passado),
- Aquele que é (presente) e
- Aquele que será (futuro).

É o Deus vivo e eterno, sem princípio, nem fim.
Na Eucaristia, ao sacerdote que diz: “O Senhor esteja convosco”, respondemos no presente: “Ele está no meio de nós”.
Não só esteve no meio de nós (passado), mas está no meio de nós (no presente, hoje, aqui e agora) e estará até ao fim dos tempos como Jesus prometeu no Evangelho.
Com isto queremos dizer que Jesus Cristo não é apenas uma figura histórica do passado que viveu no meio dos Homens na Palestina, tendo nascido há cerca de 2010 anos, que viveu e morreu.
Mas que, pela sua ressurreição:
- está vivo no meio daqueles que se reúnem em seu nome (Igreja, Assembleia reunida, família reunida para rezar),
- está presente em cada pessoa,
- está presente no sacrário, na hóstia consagrada,
- está presente na Sua Palavra, a Bíblia,
- está presente na pessoa do sacerdote que preside à liturgia e ao culto e que fala e age em nome de Cristo,
- está presente, especialmente nos pobres e nos que mais sofrem no corpo ou na alma.
- está presente em toda a criação e em todas as criaturas que nós admiramos e devemos defender.
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Isto é fundamental para percebermos quem é o nosso Deus, o Deus cristão, o Deus de Jesus Cristo, o Deus Criador, o Deus da Vida, o Deus Amor.
Está presente para se comunicar connosco, para fazer comunhão connosco, união com os humanos, para que vivam como Filhos muito amados por Deus; e os humanos, por sua vez, tudo deveriam fazer para viverem nessa mesma comunhão entre si, numa fraternidade sem fronteiras, como irmãos uns dos outros.
O Deus que nos REÚNE,
Deveria ser o Deus que nos UNE.
Aquilo que é indicativo de Deus
Deve ser imperativo em nós.
Aquilo que se diz do que Deus É;
É o que se nos manda ser e fazer como um imperativo:
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- Se Deus é Amor, tu tens de amar;
- Se Deus é Vida e gera Vida, tu tens de gerar vida (não apenas biológica, mas também espiritual);
- Se Deus é Comunhão, tu tens de construir comunhão;
- Se Deus é a Misericórdia, tu tens de ser clemente e misericordioso;
- Se Deus o Perdão, tu tens de perdoar.
- Se Deus é a Bondade, tu tens de ser bom.
- Se Deus é Pureza, tu tens de ser puro no coração e nas intenções.
- Se Deus é a Mansidão e a Doçura, tu tens de ser manso e doce.
Etc...
P. Albano Nogueira

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

AS PERGUNTAS DA VIDA

FERNANDO SAVATER, AS PERGUNTAS DA VIDA
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albanosousanogueira@sapo.pt
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Viemos num mundo de informação: pelos jornais, rádio, TV, internet, chegam-nos muitas notícias de acontecimentos de todo o mundo. Infelizmente, as notícias mais passadas nos meios de comunicação social (MCS) são as negativas: os crimes, as desgraças, a maldade humana, o lado negro das pessoas e da sociedade.
Perante a informação nós deveríamos perguntar: “que mundo é este em que vivemos?”
Como devemos interpretar a informação que nos chega…
Como devemos comportar-nos numa determinada situação?
Há 3 níveis de entendimento:
A informação que nos apresenta os factos em si mesmos e o que aconteceu.
O conhecimento, que reflecte sobre a informação recebida, nos leva a perceber o que é mais ou menos importante e procura princípios gerais para a ordenar.
A sabedoria que nos ajuda a ligar o conhecimento com as opções vitais ou valores que podem escolher, tentando estabelecer como viver melhor de acordo com o que sabemos.
As ciências modernas dão-nos informação e conhecimento.
Mas isso não é suficiente para viver bem, com opções de vida correcta e com valores.
Precisamos de outros apoios como a filosofia, a teologia, a moral para vivermos de forma sábia, isto é, com sabedoria.
Como diz o ditado, não basta viver.
É preciso saber viver…
Há gente que tem muita informação, muitos conhecimentos, muita cultura intelectual, mas falta-lhe sabedoria de vida, valores, opções de vida correctas.
Há gente com pouca informação, poucos conhecimentos, mas muita sabedoria de vida, muitos valores e opções correctas nas suas vidas.
Uma vida sem reflexão não vale a pena viver.
A pessoa deve fazer perguntas e procurar respostas.
Fazer perguntas sobre coisas essenciais da vida e deve procurar respostas completas e verdadeiras e saber que há muitas respostas falsas para problemas importantes da vida…
Muita gente não pergunta; outros perguntam, mas não procuram respostas.
Aceitam o que todos dizem, sem discutir, sem duvidar.
Hoje é muito importante ensinar as pessoas a pensar.
Educar hoje é também ensinar a pensar e pensar ajuda a pessoa a humanizar-se.
Hoje tanta gente deixou de pensar!...
Vai com as modas, as ondas, na propaganda, na publicidade.
Viver e pensar.
Viver e perguntar.
Viver e responder.
Viver e saber.
SABER VIVER…
Saber viver ao jeito de Jesus Cristo como filho de Deus Pai e irmão de todas as outras pessoas, respeitando os outros e as coisas dos outros.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

AS OITO PALAVRAS

albanosousanogueira@sapo.pt


SORRISO
- Pessoa saudável e feliz, sorri.
Distribua o sorriso com gentileza
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DIÁLOGO
é a ponte que liga o Eu ao Tu.
Transite por essa ponde do diálogo
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BONDADE
é flor mais atraente do jardim de um coração
bem cultivado. Plante flores de bondade
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ALEGRIA
é o perfume gratificante, fruto do dever cumprido.
Irradie alegria no seu ambiente
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PAZ
de consciência é o melhor travesseiro para um sono tranquilo.
Viva em paz consigo e com os outros
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é a bússola certa para os navios errantes que buscam
as praias da eternidade. Utilize o dom da fé.
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ESPERANÇA
é o vento bom que enfuna as velas do seu barco.
Deixe-se conduzir pela esperança.
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AMOR
é a melhor música da partitura da sua vida.
Sem ele, seremos uns eternos desafinados.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

DEUS



A maior falta de fé
É admitir que Deus pode não nos amar

Só Deus é indispensável,
Mas tu podes sempre ser útil.

Tudo o que se faz por Deus é um bem
Tudo o que se faz por Ele redime.

O mundo está cheio de misérias
E Deus está cheio de misericórdia

Quando pedes por ti,
Deus não deixa de te escutar

Quando pedes pelos outros,
Já voltas abençoado

Deus não aceita o amor
De quem não pensa nos outros

Sem Deus, o Homem, seja quem for,
Além de inútil, torna-se perigoso

Quando tudo parece ser tão difícil
É que mais firmemente deves entender
Que Deus nunca falha

Deves entender que Deus sempre nos pede o melhor
E nem sempre nos dá o que é mais agradável.

Por Deus tudo é bom
E qualquer lugar é o melhor

Quem não se põe nas mãos de Deus
Caminha sem direcção

Não importa saber de que lado a corda rebenta
A única coisa que importa saber é de que lado está Deus.


A única coisa que Deus não vê
É o bem que fazemos para ser vistos.

Deus faça com que sigas os teus caminhos
Mais para chegar do que para fugir.

Tudo começa a faltar
Quando os homens acham que Deus não faz falta.

Pe. Orlando Gambi , Missionário Redentorista, Brasil

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A REALIZAÇÃO PESSOAL (cont)

(continuação do anterior)

A mulher casada que espera sempre um elogio do marido;
o pregador que não descansa enquanto não for elogiado pelos paroquianos, manifestam insegurança.
As pessoas inseguras mendigam afirmação .
Têm necessidade de contar tudo, para serem aprovadas e afirmadas.
As mais ténues observações de crítica ou de repreensão destroem-nas e lançam-nas em alarmante choro.
Assumir e aceitar com calma e coragem ser o alvo ou objecto de piada, de alguma brincadeira de bom humor, é sinal de maturidade.
O bom humor é sinal de equilíbrio.
E levar a vida a sério demais, vendo tudo através de óculos escuros de angústia pessimista e derrotista, é sintoma de desequilíbrio, especificamente de um perfeccionismo sado-masoquista.
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Na lata do lixo - Há pessoas que se detestam, se rejeitam.
Tão atormentado desejo de rejeição pode ter origem na sua não aceitação pela mãe desde que a pessoa nasceu.
Sentir a rejeição é experimentar a morte, ser incapaz de enfrentar a vida, sentir desamparo e abandono.
A virtude começa no amar-se a si para ter a medida de amar "o seu próximo".
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Agradar aos outros - A insegurança manifesta-se na necessidade de agradar aos demais por meio de contínuas e inoportunas gentilezas de palavras, de valorização e engrandecimento de alguém considerado mais poderoso e mais importante.
São os aduladores.
São os que pensam que o seu valor está em agradar aos demais.
O adulador, depois da sua acção tem:
- sentimento de culpa;
- é dirigido pela conformidade servil e ignóbil;
- precisa de ouvir as aprovações de alguém; é solitário;
- vive minado e roído pela depressão;
- é incapaz de aceitar homenagens e não acredita em cumprimentos e elogios;
- abdica da própria identidade;
- perito a usar máscaras.

Conservador - progressista ou em cima do muro -
Quando se tem a certeza do sucesso a segurança dá tranquilidade e firmeza no enfrentar as situações da vida e no confronto com as pessoas. Quando não surge o sucesso as pessoas podem ser:
- progressistas, super-confiantes, decididos a soluções rápidas e imediatas. Nada de vacilar.
- Conservadoras, pachorrentas e tímidas.
Lema: devemos ser prudentes, nada de mudar.
Teme o risco da mudança e o confronto com a tomada de decisões.
(continua)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A PESSOA INSEGURA

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Perfil psicológico do inseguro =
Manifestações psíquicas da insegurança:
- subservientes e submisso e ao contrário, capaz de manipular superiores e patrões.
- A pessoa insegura é desajeitada e inadequada.
Tem sonhos de omnipotência mágica, infantil e fantasiosa.
Pode ter uma submissão, uma docilidade tão falsa e tão cega que se torna ridícula, mas que lhe serve para comprar atenção e para se impôr.
Pode ser bajuladora para conseguir vantagens.
- Tem fortes dúvidas e inquietantes hesitações por causa dos seus sentimentos e que não demonstra, mas mascara com atitudes de arrogância.
- As críticas alheias desmoronam-na e desconcertam-na por dias e semanas.
Por isso, faz tudo para evitar ser criticada.
A opinião alheia abala-a.
Vive angustiada com o "que dirão os outros".
Como não tem segurança dentro de si, precisa de muletas, que são as opiniões dos outros.
Pode ser também teimosa defendendo o seu minúsculo "eu".
Foge de aniversários ou de homenagens, mas queixa-se amargamente se a esquecem.
- Na relação com as pessoas, é desconfiada, formando uma conduta sentimentalista e cheia de melindres.
Como é insegura precisa sempre de alguém que a proteja, a defenda, a aconselhe, a aplauda e a estimule.
- O inseguro é carcomido pela necessidade de sobressair dos demais.
- Em relação aos próprios sentimentos, ora é alienado, não tendo a certeza do que gosta e do que o aborrece, do que tem medo ou lhe causa ressentimentos, ora expõe os seus desejos e planos sem freios e numa linguagem infantil.
Convence-se que não merece ser amado e de que é incapaz de aceitar que o amem.
Não consegue manifestar sentimentos de amor por alguém.
Diante de um fracasso, arma-se de derrotismo e vê uma tragédia em tudo.
- O inseguro isola-se, sem vibrar com os outros; outras vezes tem eufóricas explosões de riso quando mais ninguém está a rir.
- Sente-se bem andando com crianças ou com adolescentes .
Mas se alguém lhe aponta a imaturidade, o infantilismo, magoa-se e ofende-se até às lágrimas.
A insegurança (com diversidade de graus) está presente ao longo de toda a vida da pessoa.
Pode estar mascarada de muitas maneiras: autoritarismo ou, pelo contrário, excesso de permissividade.
O boneco de vidro - O boneco de vidro é extremamente vulnerável; a menor pancada o reduz a estilhaços.
Por isso, deve ser manipulado com mãos de veludo.
O indivíduo inseguro desmorona-se à menor oposição ou contrariedade.
O boneco de vidro não suporta pancadas.
A opinião dos outros é suficiente para atingir a vulnerabilidade do inseguro.
É que se sente carente de aprovação e afirmação.
São pessoa vorazes de aprovação e de atenção.
Ao executarem alguma tarefa ficam em suspenso aguardando a aprovação e o elogio dos outros, provocando-os até com olhares ansiosos.

Tirado de PIO JOSÉ SOLDERA, Dinâmicas de realização pessoal, Ed. A.O., Braga, 1991.

(Continua)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

CARVALHOS QUE TREMEM

albanosousanogueira@sapo.pt
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Todas as pessoas são atingidas pelas experiências que o meio-ambiente, feito de eventos, coisas e pessoas, lhes oferece.
E cada experiência sofrida deixa marcas no indivíduo, as quais vão sendo absorvidas pela sua personalidade, terminando por elaborar-lhe um determinado carácter.
Portanto, todas as experiências ficam integradas na personalidade e perduram pela vida fora.
É como se tivéssemos em nós 3 bonecos feitos de diferentes materiais: vidro, plástico e ferro.
Se lhe dermos um golpe de martelo igual em cada um, as consequências serão bem diferentes.
Nós não somos bonecos, mas vivemos expostos a muitas marteladas, que são as experiências que nos atingem e que deixam as respectivas marcas.
A reacção é diferente devido às seguintes causas:
1) Hereditariedade - o que herdamos dos nossos pais e antepassados;
2) Educação - o que recebemos pela formação e cultura;
3) Ambiente que nos rodeia e as influências dos outros, do clima, da natureza.
Tal como as árvores, nós sofremos muitos vendavais.
Algumas pessoas são tão vulneráveis que são atingidas e marcadas até por suaves brisas.
Todas se abalam.
Porém, cada um responde a seu modo.
Uns aguentam-se, outros não, tropeçam na caminhada.
É que há um sentimento que se carrega na fragilidade humana e que faz a pessoa tremer como tremem os carvalhos sacudidos pelos ventos.
Essa incerteza de sucesso chama-se insegurança.
Os homens andam sempre à busca de novos pontos de apoio para tentar erguer o mundo da sua realização, mas não o encontram tão facilmente, pois detêm-se em superficialidades em vez de ir ao essencial.
Busca-se a segurança nas coisas, nas quinquilharias, no dinheiro, nas casas, nas práticas vistosas, nos sucessos, nos outros, etc.
A insegurança é uma experiência que desencadeia outras experiências, de dor pelo medo, pela inibição e pela vergonha que suscita ao ver-se bloqueada diante do sucesso.
Vejamos algumas manifestações fisiológicas da insegurança - asma, gaguez, irupções na pele (alergias); espasmos de estômago, formação de gases e falta de capacidade digestiva.
Toda a gente, em algum momento sente insegurança.
O problema é quando a pessoa vive sempre na insegurança, na corda bamba, sem ter confiança em si mesma.
Tirado de PIO JOSÉ SOLDERA, Dinâmicas de realização pessoal, Ed. A.O., Braga, 1991. (continua)

(Pe. Albano Nogueira)