segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
SER CATEQUISTA
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Nos próximos textos deste blogue, vou escrever alguma coisa para ajudar os catequistas a cumprir melhor a sua missão.
Começo com a oração do Catequista.
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1- ORAÇÃO DO CATEQUISTA
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Pai amado,
fonte de tudo o que é belo e bom,
ajuda-me a recordar que todos os meus dons
nascem de Ti.
Ilumina os meus olhos
Para poderem apreciar
A Tua bondade
Presente no mundo que me rodeia.
Jesus, nosso Libertador,
Tu és o Caminho para a verdade e a vida plena.
Fortalece o meu empenho de Catequista
E aumenta a minha capacidade
De partilhar o Teu Evangelho
Com aqueles
Que a comunidade me confiou.
Espírito Santo, amor divino,
Toda a vida, toda a energia
De Ti provêm.
Intensifica o meu desejo
De aprofundar
Cada vez mais a minha fé.
Para Ti,
Deus que és Pai,
Filho e Espírito Santo
Eu levanto a minha oração
Com humildade e esperança.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
DEUS ESCONDE-SE
DEUS É AQUELE QUE SE ESCONDE
Às vezes as pessoas querem saber quem é Deus.
Eu encontrei uma definição que acho muito interessante:
DEUS É AQUELE QUE SE ESCONDE, Alguém que quer o anonimato, Alguém que se revela indirectamente a quem O procura.
Deus esconde-se na criação, obra maravilhosa da sua iniciativa.
Deus esconde-se na pessoa humana onde vive escondido.
Deus esconde-se na história do Povo Eleito ou Povo Hebreu do Antigo Testamento.
Deus esconde-se ao nascer em forma de criança em Belém da Judeia, há 2010 anos, filho de uma Jovem Maria de Nazaré e Filho de Deus.
Este menino esconde Deus ao longo de 30 anos sendo igual a todos menos no pecado.
Este homem adulto fala revelando Deus, manifesta-O por meio de alguns sinais (milagres, curas), mas só a quem tem fé e nele acredita.
Outros não vão acreditar e vão matá-l'O.
Este Filho de Homem faz milagres e diz às pessoas para não dizerem o que se passou.
Este Homem e Deus ressuscita, mas só se revela aos que nele acreditam e a mais ninguém se revela.
Este Filho de Deus ressuscitado, vai para o Céu e deixa os seus seguidores a continuar a Sua obra - os cristãos.
Este Deus Filho institui a Eucaristia e aí se esconde no pão consagrado...
Faz tudo isto sem impor a Sua presença.
Deus revela-se a que tem fé e também se esconde a quem não tem fé.
Deixa-nos sempre a liberdade para acreditar e dizer "SIM CREIO" ou dizer "Não, não creio.
Deus é assim e é assim que O temos de entender.
Quem quiser quer Deus seja diferente, está a criar um ídolo, um falso Deus.
Pe. Albano Nogueira
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
O ROSTO DE DEUS
Deus é um mistério, que se vislumbra, mas não se vê.
Temos de perceber o “Rosto do Outro” (Deus), que é Transcendente; mas o “Rosto do Outro” nos visita e nos atrai para um êxodo (saída de nós mesmos) até nos encontrarmos com Ele, mas não face a face.
A abertura da pessoa a esse Rosto de Deus convida-nos a descobrir uma certa “não-presença a nós mesmos; uma anterioridade (existe antes de tudo e de todos) que ninguém iniciou.
Deus é uma alteridade radical, é Outro Ser totalmente diferente de nós, inefável (não se pode exprimir por palavras), que não se deixa prender, agarrar, controlar, que marca tudo e tudo envolve; que se deixa evocar pela analogia (comparações).
A analogia revela as limitações para falar de Deus e as desemelhanças daquilo que nós conhecemos.
A analogia é palavra do Silêncio e silêncio da Palavra.
Palavra que evoca o Silêncio de Deus e silêncio porque a Palavra de Deus só se escuta no silêncio, no íntimo, na consciência de cada um.
O Homem pensa e Deus ri –dia um Provérbio judaico.
A teologia deve narrar e falar de Deus contando o amor que nos manifestou em Jesus Cristo e que pense nesse amor maior com a discrição (prudente, modesto, humilde) da analogia, narrando as maravilhas de Deus: “Escura Israel…”.
Bruno Forte
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
1- A teologia nos contextos da história
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O mundo de hoje é como uma aldeia: tudo se sabe, tudo se conhece.
a) O mundo de hoje é um mundo emancipado, independente de Deus e da religião, preocupado apenas com o valor dado à razão humana, ao seu pensamento, vendo Deus quase como um adversário.
Como dizia Nietzsche, Deus tinha desaparecido da sociedade porque o Homem o tinha morto. Nós o matámos.
Muitos pensadores dizem que a razão humana entende tudo e tudo é acessível à razão, ao pensamento humano.
b) Por outro lado, vai aparecendo noutros pensadores a sensação de que a razão humana tem limites e é uma presunção (vaidade) a razão dizer-se emancipada.
Basta ver as falhas e os fracassos históricos e pergunta-se: de quem é a culpa?
Guerras mundiais, conflitos regionais, fomes, terrorismo, insegurança, miséria, droga.
A razão moderna não é tudo, mas tem dificuldades em reconhecer a sua culpa.
Há muito sofrimento dos vencidos que denuncia o triunfo dos vencedores.
O mundo sem Deus pode ser comparado a um eclipse do sol: tudo parece negro, escuro, cinzento, moribundo, anoitecendo, aborrecido
c) Perante os fracassos da razão humana em tantas situações da história, pergunta-se “para que servem os poetas em tempo de pobreza?”
O nosso tempo moderno é o tempo das crises, do pensamento débil, crise das ideologias, um mundo vazio de esperança que leva a recordar, tantas vezes, o valor do passado.
d) Perante o limite e fracasso da razão humana em tantos campos, pode surgir uma nova figura além do ser humano: o Outro, a Alteridade, o Totalmente Outro (Deus) que surge como a Origem sem origem e fim sem fim que não se reduz àquilo que nós conhecemos de material (por isso é totalmente diferente do que existe, totalmente Outro).
continua
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(Bruno Forte, teólogo italiano)
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
DEUS E O HOMEM
Ou seja, quando os humanos conhecem mais ou têm mais força, parece que Deus já não se torna necessário.
Esta é uma forma imperfeita de falar de Deus por causa dos limites humanos, como se Deus só fizesse falta enquanto os humanos não resolvessem os problemas.
Deus deve ser falado e entendido não nos limites, mas no centro; não nas fraquezas, mas na força; não na hora da morte e da culpa, mas na vida e no bom que há na pessoa.
A Igreja não pode ser vista como uma realidade presente onde fracassa a capacidade humana, nos limites, mas no meio da aldeia, no meio da vida onde a pessoa se realiza e é feliz.
Esta mentalidade é muito importante para entendermos a necessidade Deus, da religião, e da Igreja Católica.
Para muita gente, Deus só faz falta nas desgraças, nas contrariedades, na morte.
A prática religiosa, a crença em Deus deveria ser algo presente em toda a vida da pessoa desde o nascer até ao morrer.
Esta é uma visão deturpada der Deus.
Deus é a fonte da Vida, a fonte do Amor, a Fonte da Verdade, a Fonte da Salvação e a Fonte do sentido para a vida.
Ou seja, Deus é como a nascente de tudo, a raiz de tudo, o alicerce de tudo, a origem de tudo e sem nascente, sem raiz, sem alicerce, sem origem, como é que os seres e as coisas se sustentam e se compreendem?
Tudo se desmorona, tudo vem abaixo. Por isso, é que vemos a sociedade “vir a baixo”, desmoronar-se, porque perdeu a raiz, o alicerce, o fundamento, na medida em que perdeu a ligação à fonte.
Se cortar com a nascente, a fonte seca.
Se cortar com a raiz, a árvore seca e vem abaixo.
Se tirar o alicerce, o prédio desaba.
Se cortar com a origem, perde-se a ligação ao passado.
Se faltar o fundamento das coisas, tudo perde o seu valor e o seu significado.
Por isso, a vida, o mundo, o universo sem Deus perde o seu fundamento, não se aguenta, desmorona e entra em ruínas, destrói-se…
A ruína, a destruição é o que espera o mundo se se afastar de Deus, da Fonte, da Raiz, do Fundamento, do Alicerce…
(Bruno Forte, teólogo italiano)
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
ORAÇÃO
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Senhor, dá-me CORAGEM para mudar o que pode e deve ser mudado na minha vida.
Posso melhorar o que já faço de bem para fazer e ser mais perfeito…
Posso mudar o que está errado na minha vida: o meu egoísmo, os meus caprichos, a minha vaidade, a minha soberba, a avareza, a luxúria, a ira, a gula, a inveja, a preguiça.
Melhorar a minha atenção na oração;
Senhor, ajuda-me a perceber que o primeiro trabalho tem de ser feito por mim em mim.
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Senhor, dá-me SERENIDADE para aceitar o que não pode ser mudado.
Não posso mudar o meu tamanho, a cor do cabelo, a cor dos olhos, a família que tenho, a terra onde nasci.
Devo aceitar tudo isso com serenidade.
Mas há coisas que não mudam porque não tentamos.
Até o nosso feito, o nosso temperamento pode ser melhorado.
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Senhor, dá-me SABEDORIA para distinguir uma coisa da outra.
Senhor, dá-se sabedoria para distinguir o que posso ou não mudar.
Senhor, dá-me sabedoria para saber distinguir o bem do mal.
Sabedoria para distinguir as boas e as más companhias; os bons e os maus ambientes.
Senhor, lançai o Vosso Espírito Santo sobre mim e iluminai a minha inteligência para eu progredir no caminho da fé e da santidade e vos imitar cada vez mais.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
REFLEXÕES CATÓLICAS
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- É preciso termos mais virtude e mais força para calar do que para falar.
- Se pusermos o Homem direito, o mundo ficará direito; se o pusermos torto, o mundo ficará torto.
- Deus não quer que o Homem seja mau.
Deus é tão nosso amigo que nos deu as mãos, os olhos, os ouvidos, a boca, os pés, o coração, a inteligência, para os usarmos responsavelmente.
Bem-aventurado, feliz é a pessoa que tem mãos, pode fazer o mal, mas antes as usa para o seu bem e bem dos outros.
Bem-aventurado, feliz é a pessoa que tem pernas para ir os maus caminhos, mas escolhe ir para os bons caminhos.
Bem-aventurado, feliz é a pessoa que tem boca e pode dizer mal dos outros (que é a coisa mais fácil de fazer neste mundo), mas diz bem de todos e se não tem nada de bom para dizer, sabe calar-se.
Bem-aventurado, feliz é a pessoa que tem olhos para ver o que quer, mas os usa para ver o que é bom.
Bem-aventurado, feliz é a pessoa que tem ouvidos para ouvir tudo, mas afasta os seus ouvidos da crítica, da calúnia, da murmuração.
Bem-aventurado, feliz é a pessoa que tem inteligência e liberdade de fazer o mal, pode fazer o mal, sabe fazer o mal, mas escolhe fazer o bem, o melhor bem, o máximo bem.
Que recompensa ou mérito teríamos se não tivéssemos liberdade de escolhe entre o bem e o mal.
Apenas à pessoa humana, Deus deu a verdadeira liberdade de agir para o bem ou para o mal.
Liberdade e responsabilidade devem andar sempre unidas.
Quando Deus fez o mundo, a terra, a luz, os seres, diz-nos o Génesis, que “Deus viu que isso era bom”.
No fim de tudo, ao contemplar toda a sua obra, “Deus viu que isso era muito bom”.
É preciso que o Homem seja possivelmente mau, para ser realmente bom.
Jesus Cristo era homem e Deus.
Maria de Nazaré, Nossa Senhora, foi realmente boa porque como humana podia fazer o mal, mas não o fez.