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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A REALIZAÇÃO PESSOAL

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"O maior bem que fazemos aos outros não é dar-lhes riqueza, mas mostrar-lhes as suas próprias riquezas" - Cardeal Suenens.
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"A palavra, o sorriso, o ser e o coração de uns podem alimentar os outros e fazer renascer neles a confiança.
Às vezes, é dar a partir de um cesto vazio.
Quando me sinto vazio por dentro, posso dar uma palavra que alimenta; quando estou angustiado, posso transmitir a paz.
Só Deus pode fazer tais milagres". Jean Vanier.

INTRODUÇÃO

A vida ensina mais através dos fracassos do que dos sucessos.
As pessoas têm vida e procuram buscar uma vida cada vez mais intensa. Algumas vezes acertam e dão-se por realizadas; muitas vezes tropeçam, frustram-se e param sem saber o que fazer com as suas frustrações e limitações.
O Homem é um ser em caminhada rumo a uma meta.
Na caminhada os Homens tropeçam e fazem tropeçar; empurram os outros, colocam obstáculos e até destrõem outros.
O que menos fazem é harmonizar-se, dar-se as mãos, confraternizar e comprometer-se a tornarem-se reciprocamente melhores.
As ambições acenderam-se em fogueiras devoradoras, alimentadas por ciúmes e invejas, que lançam os Homens numa louca corrida de competições.
Com isso sentem-se mal, cegos, surdos e mudos para se promoverem.
Apesar da luta ser necessária, ela pode ser uma competição pacífica, competir sem destruir.
Na nossa sociedade a ânsia de poder, pela superioridade, pelo amealhamento de bens, é incontida em nome da civilização!...
O ciúme e a inveja, as iras e as aspirações, as tiranias e as subserviências interesseiras, não poupam nenhum coração humano a não ser aqueles que já foram confirmados na graça.
Segundo o Génesis, quando Deus criou o mundo, viu que tudo era bom (1,31).
Assim, a pessoa pode continuar a obra criadora, tirando a bondade que está dentro de si mesma, para acordar e suscitar a bondade que está no íntimo do seu irmão.
Esta é a suprema tarefa a que somos chamados:
Ser BOM e ajudar os outros a SEREM BONS.
As duas maiores emoções humanas são o amor e o ódio.
O amor constrói; o ódio destrói.
O amor faz a pessoa feliz.
O ódio faz a pessoa infeliz.
O amor cria o Céu na terra.
O ódio cria o Inferno na terra.
É infeliz o homem que não tem amigos.
A amizade humana é um dom que se cultiva passando por muitos riscos, mas que são necessários para a realização.
É fascinante acender luzes nas mentes humanas por meio dessa ciência cujo objecto é a sabedoria do ser humano e desvendar os mistérios que se aninham no seu íntimo.
O sofrimento está acampado entre os seres humanos.
Não bastam os comprimidos.
É necessário uma palavra de confiança, uma mão estendida para ajudar a levantar os que sofrem e vivem prostrados.
Deus conta contigo.
Em vez de criticares os defeitos doutros,
ajuda-os.
Tu também tens muitos defeitos
e queres ser ajudado, mesmo assim...
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(continua)

(Tirado de: PIO JOSÉ SOLDERA, Dinâmicas de realização pessoal, Ed. A.O., Braga, 1991. )


sábado, 24 de julho de 2010

CRESCER NA FÉ



Vivemos num mundo que há muito perdeu o direito de ser chamado “cristão”. Vivemos num mundo neo-pagão.
Os valores que hoje imperam não são cristãos, são pagãos.
O relacionamento estabelecido entre as pessoas não é fraterno.
Na maioria das vezes é apenas interesseiro.
Por vezes, ouve-se que, o que é preciso, é cada um cuidar da sua vida e procurar sobreviver.
Os meios de Comunicação Social todos os dias dão notícias pouco animadoras, muitas notícias más: cenas de assaltos, roubos, insegurança, violência e degradação humana tornam-se lugar-comum.
Guerras, assassinatos a sangue frio por interesses mesquinhos, já não nos incomodam muito.
Já nos habituamos a ver e a ouvir tantas desgraças e misérias que acabamos por aceitar essas imagens no nosso dia-a-dia como algo inevitável, como algo que sempre vai acontecer e já não tem solução.
Perante isto que fazemos nós? Nada.
E com isso ficamos de consciência tranquila e cruzamos as mãos.
Podemos até dizer: se ninguém faz, porque havemos nós de fazer?
É neste quadro de realidade que o cristão vive desde a sua infância e é chamado a crescer na fé e a se desenvolver.
O cristão é chamado a dar uma resposta positiva neste mundo negativo de maldade e de pecado.
A nossa resposta tem de ser dada no CONHECIMENTO da fé, na CELEBRAÇÃO da fé e no VIVER a fé com entusiasmo, com vontade de viver, com alegria, com esperança, com caridade, para que o nosso testemunho de amor ajude a curar este mundo tão doente.
Temos de ser cristãos num mundo de valores pagãos.
O nosso testemunho de vida é fundamental para ajudar a transformar o mundo à nossa volta.
Mas antes de transformar o mundo, temos de deixar que Deus nos transforme a nós mesmos.
Jesus Cristo conta contigo, comigo, connosco.
Ele enfrentou o mundo com as suas dificuldades: teve de morrer, mas venceu com a força do amor de Deus pela ressurreição.
Diz sim a Jesus Cristo.
Diz sim à Igreja Católica e Jesus Cristo estará sempre contigo e o seu amor vai ajudar-te a cumprir a tua missão no mundo.

Pe. Albano Nogueira

quinta-feira, 8 de julho de 2010

A VIDA CONSAGRADA A DEUS E AOS OUTROS



A vida é um dom que nós recebemos de Deus através dos nossos pais.
Seria bom que cada pessoa sentisse a sua vida como um presente de Deus não apenas para si, mas também para os outros.
A maturidade de uma pessoa, caracterize-se, entre outras coisas, na forma como é generoso, se se dá aos outros, se colabora em causas voluntárias, sociais, religiosas.
Uma pessoa chega à maturidade na medida em que superou, nem sempre totalmente, pois isso seria a perfeição, mas superou, em grande parte, o seu egoísmo próprio da infância, adolescência e da sua juventude e se abre ao altruísmo= fazer bem aos outros, dar-se aos outros, viver para os outros.
Ao superar o egoísmo que a encerra em si mesma, a pessoa abre-se aos outros numa vida relacional, de partilha, de generosidade, de amizade, de doação, de entrega e pode seguir dois caminhos:
- a vida matrimonial onde um homem se dá a outra mulher, e vice-versa,
- a vida consagrada celibatária (masculina ou feminina).
Hoje alguns e algumas não casam, por egoísmo, mas também não são celibatários.
Exercem uma vida sexual sem compromissos, instintiva, uma afectividade pobre, que não lhes traz verdadeira felicidade.
Querem gozar a sexualidade no que ela tem de prazer, de satisfatório, tantas vezes sem amor, mas não querem compromissos, não querem as exigências do amor que traz sempre alguma cruz, alguma morte, alguns sacrifícios.
A vida consagrada de sacerdote, de missionário, de religioso(a), ou a vida de um leigo consagrado no mundo hoje tem pouco interesse para os jovens, é pouco atractiva e quando se fala disso, as pessoas riem-se…
Há pouquíssimos candidatos a esta vida de consagração tanto masculina, como feminina.
A vós, pais, que me ledes, dizei aos vossos filhos que a vida consagrada, tanto masculina como feminina, é uma vida muito bela, grande, cheia, porque é sinal de um chamamento de Cristo a uma vida de doação aos outros de forma.
Hoje, as pessoas têm uma vida rasteira, vazia, com pouco sentido, às vezes, sem nenhum sentido porque falta Deus e porque falta o amor aos outros.
Só têm egoísmo, amor a si mesmas.
A vida sem sentido, vazia, inútil é a vida egoísta daquele e daquela que só pensa em si, só se preocupa consigo e nada faz pelos outros.
Pais que me ledes: sede amigos dos vossos filhos a sério e chamai-os a colaborar nas tarefas de casa. É aí que se começa a aprender que a vida não é só receber que leva a pessoa a tornar-se egoísta.
A vida é também dar, dar-se, fazer alguma coisa pelos outros…
As férias são uma boa oportunidade para os filhos ajudarem os pais nas tarefas de casa e aprenderem a serem altruístas.
A vocação consagrada surge, cresce e amadurece na pessoa altruísta que, em casa, na paróquia, numa associação, num grupo, aprende a fazer alguma coisa pelos outros.

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A vós, crianças, adolescentes e jovens, que me ledes, vos peço: pensai na vossa vida, nosso vosso futuro.
Não vos contenteis com uma vida egoísta, vazia, mesquinha.
Pode dar-vos gozo, prazer no momento, mas no futuro tereis uma vida com pouco sentido, muito pequena…
Rezai a Jesus para que vos ilumine.
Pensai que Jesus Cristo precisa de vós.
Pensai no bem que podeis fazer pelos outros e encher a vossa vida de significado…
Pensai que a maior felicidade de uma pessoa é aquilo que faz pelos outros, por vezes de forma desinteressada, gratuita.
Pensai na vida consagrada.
Podeis fazer, por exemplo, uma experiência num seminário, num colégio de religiosas, numa actividade de voluntariado em lares de criança, idosos, em terras de missão.
Há jovens que vão com os missionários 15 dias, um mês de férias para terra de missão, para outros países ajudar gratuitamente os outros.
Pensai nisso, não tenhais medo, nem ligueis aos risos dos colegas.
Os que rirem, riem porque não entendem o que é A VIDA GRANDE…
Sabem apenas um pouco do que é a vida pequena, a vidinha rasteira e medíocre que levam…
Que Deus vos ilumine acerca da vossa vocação e vos abençoe a todos…

O vosso amigo Pe. Albano Nogueira

terça-feira, 29 de junho de 2010

EU PATRÃO OU EU SERVO


Cada um de nós tem uma forma de ser e de estar na vida.
Este título indica dois modos extremos de estar na vida, contrários.
A sociedade de hoje convida a pessoa a estar na vida como um “Eu patrão”.
Eu penso, eu posso, eu quero, eu mando, eu gosto, eu faço, eu vou, eu sigo…
Sou dono de mim mesmo… Sou senhor de mim mesmo…
Sou o deus de mim mesmo…
Não me interessa o que Deus manda, o que agrada a Deus…
Não me interessa os direitos dos outros…
Sigo os meus caprichos, os meus apetites, os meus desejos, sigo a minha vontade, o que me agrada…
Penso que sou livre e faço o que me apetece, o que me agrada, o que me convém…
Este é um “EU PATRÃO” que vai entrar em conflito com a vontade de Deus e com os direitos dos outros e até, com a minha dignidade humana…
Pois se fizer só o que me agrada, o que me apetece, o que me convém… corro o risco de me degradar até a mim mesmo.
Este é uma forma arrogante, orgulhosa, soberba de estar na vida…
Muito diferente da mentalidade do evangelho…
O evangelho diz-nos que devemos ter um “EU SERVO”, servidor, obediente, ser uma pessoa que serve, que é humilde, simples, manso, generoso, bom…
Cristo veio servir, não veio mandar…
Maria foi a “serva” do Senhor…
Cristo não foi “patrão”, não mandou. Obedeceu…
Não fez a Sua vontade, mas a vontade de Deus…
Foi humilde, manso, simples, bom…
O modelo do cristão é Jesus Cristo… Não é o mundo… a Carne…
O “EU PATRÃO”, traz luta, conflito, guerras, rupturas, desavenças com os outros, pecado, tristeza, dor, sofrimento, infelicidade, desgraça, perdição…
O “EU SERVO” traz paz, harmonia, bem-estar, sossego, tranquilidade, santidade, virtude, felicidade, alegria, graça, salvação.
A ti meu irmão que me lês, medita,
pensa na forma como estás a viver e a ser…
Se estás a ser um “EU DE PATRÃO” ou um “EU DE SERVO”?
Olha para Jesus… Olha para Maria… Olha para os santos e aprende a viver servindo na mansidão, na humildade, na simplicidade.
Deixa a soberba, a arrogância, a vaidade, os caprichos e imita Jesus.
A Tua vida terá outro sabor… Outra cor… E serás muito mais feliz…
Que Deus Te abençoe neste dia do martírio de S. Pedro e de S. Paulo

P. Albano Nogueira

quarta-feira, 16 de junho de 2010

ENCERRAMENTO DO ANO SACERDOTAL

albanosousanogueira@sapo.pt
http://deixadeusentrar.blogspot.com

Neste Ano Sacerdotal olhámos para Cristo Sacerdote: só Ele faz a ponte entre o Coração de Deus e a humanidade peregrina pela vida.
No meio de tantos vazios de sentido e de futuro, entre concepções demasiado sociais da Igreja, é preciso anunciar a novidade guardada por Deus para nós: Jesus Cristo abre um futuro de plenitude para o homem e vive na Igreja para oferecer a comunhão eterna com Deus.
Cristo Sacerdote continua a procurar os homens imersos nas suas debilidades e feridas, a chamar à união numa só família, a iluminar com a clareza da verdade definitiva.
Por isso, os seus gestos e a sua palavra na vida da Igreja, a força do seu Espírito e a radicalidade do seu amor neste Povo Sacerdotal, são vitais e insubstituíveis no seio do nosso mundo.
Em segundo lugar, olhámos para os ministros do Sacerdócio de Cristo, sacerdotes ao serviço de Cristo, da Igreja e do mundo.
Ao longo do ano, a renovação deste olhar foi um caminho cheio de interpelações, quer para leigos, quer para sacerdotes: olhar de gratidão, olhar de súplica, olhar de conversão.
O Santo Padre começou sempre, tal como em Fátima, por olhar com gratidão e afecto para os sacerdotes: «A todos vós que doastes a vida a Cristo, desejo nesta tarde exprimir o apreço e reconhecimento eclesial. Obrigado pelo vosso testemunho muitas vezes silencioso e nada fácil; obrigado pela vossa fidelidade ao Evangelho e à Igreja» (Discurso do Papa Bento XVI aos Sacerdotes e Consagrados, em 12.05.2010).
Os sacerdotes são, em si próprios, um dom da presença de Cristo que Lhe agradecemos; mas são também inúmeras histórias silenciosas e permanentes de serviço, doação e peregrinação sobrenatural.
Mas à gratidão associou-se sempre a súplica: multiplicaram-se as orações em tantas comunidades, pedindo a força de Deus para a fidelidade dos sacerdotes.
Esta súplica ultrapassa o conhecimento das dificuldades e pecados sacerdotais: trata-se de pedir e colaborar para que o Amor de Cristo seja inteiro e transbordante na vida dos sacerdotes.
Essa é a resposta à exigência de santidade inscrita na vocação de todos os cristãos e, em particular, dos sacerdotes.
A santidade é um desafio de fidelidade integral.
A fidelidade, a lealdade à própria vocação, como discípulo que quer seguir o Senhor.
A fidelidade no tempo é o nome do amor; de um amor coerente, verdadeiro e profundo a Cristo Sacerdote».
Desta fidelidade depende também, em parte, a fecundidade da missão da Igreja.
A gratidão e a súplica são genuínas quando desabrocham em corações abertos à conversão verdadeira e integral.
E esse foi o principal desafio deste Ano Sacerdotal: conversão a Cristo Sacerdote e conversão à forma como Cristo quer os sacerdotes.
O amor de Cristo e da Igreja pelos sacerdotes foi e é um tremendo apelo à autenticidade e santidade sacerdotal.
Terminamos o Ano Sacerdotal mas continuamos o amor sacerdotal. Amar Cristo Sacerdote e amar os ministros do Sacerdócio de Cristo: eis o apelo que perdura para além deste ano, eis o desafio a leigos e sacerdotes empenhados na construção da comunhão eclesial.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

ORAR É ACEITAR

“Senhor, preciso da vossa companhia. Sem ela, nada se pode fazer de bom. Pela vossa misericórdia ajudai-me a continuar aquilo que comecei na minha vida. Dá-me a Tua luz, Senhor, para que veja que aquilo que faço está o bem que queres para mim”.

Ora é ACEITAR-ME
Que significa aceitar-me?
Significa conhecer todas as minhas capacidades, potencialidades e valores; mas conhecer também os meus limites.
Amar o que sou.
Significa também gozar por ser o que sou e como sou:
“Pela graça de Deus sou o que sou”.
Se sou obra de Deus, se Ele mesmo me modelou e pensou em mim desde toda a eternidade, tenho todas as razões para me aceitar e ser feliz. Porque me custa tanto aceitar-me?
Porque invejo ser como os outros?
Invejo o que eles são. Invejo o que eles têm…
Em vez de valorizar o que sou e o que tenho…
Conto, ou história: a água que queria ser fogo.
“Já estou cansada de ser fria e de correr rio abaixo.
Preferia ser formosa e acender entusiasmos. Fazer acender o coração dos namorados. Ser vermelha e quente.
Dizem que eu purifico o que toco, mas o fogo tem uma força mais purificadora. Queria ser fogo e chama”.
Assim pensava a água e decidiu escrever uma carta a Deus para pedir que mudasse a sua identidade, queria ser mudada para fogo. Ser mais forte, mais intensa.
Todas as manhãs a água esperava uma resposta de Deus. Um dia chegou uma carta trazida por uma lancha rápida e deixou cair uma carta muito vermelha.
A água abriu-a e leu a resposta de Deus:
“Querida filha. Respondo à tua carta. Parece que te cansaste de ser água. Tenho pena porque tu não és uma água qualquer. Foi a tua avó água que me baptizou no rio Jordão e eu tinha destinado para cair sobre a cabeça de muitas criancinhas. Tu preparas o caminho para o fogo do Espírito. O meu Espírito não desce a ninguém antes de ser lavado por ti. A água do baptismo aparece sempre antes que o fogo do Espírito”.
Enquanto a água lia a carta, Deus desceu e ficou a seu lado e, cheio de amor e compaixão, contemplou-a em silêncio. A água olhou para si mesma e viu o rosto de Deus nela reflectido. E Deus continuou a sorrir, esperando uma resposta.
A água compreendeu que o privilégio de reflectir o rosto de Deus só o tem a água limpa… Suspirou e disse: Sim, Senhor, serei o Teu espelho. Obrigada!”.
Há pessoas que não gostam de si mesmas. Não gostam de ser como são. Querem mudar de cara, de cabelo, de nariz, de olhos. Mudar a personalidade.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

PERDÃO, SENHOR


Perdão, Senhor!
Embora bem-intencionado, nem sempre aceitei…
Eu queria ser flor e fui espinho;
Queria ser um sorriso e fui mágoa;
Queria ser luz e fui trevas;
Queria ser estrela e fui eclipse;
Queria ser contentamento e fui tristeza;
Queria ser amigo e fui adversário;
Queria ser força e fui fraqueza;
Queria ser o amanhã e fui o ontem;
Queria ser paz e fui guerra;
Queria ser vida e fui morte;
Queria ser sol e fui escuridão;
Queria ser calma e fui tumulto;
Queria ser sobrenatural e fui terreno;
Queria ser lenitivo (alívio) e fui flagelo;
Queria ser AMOR e fui decepção.
Recebe, Senhor, em Tuas mãos de misericórdia.
E perdão infinito, o gosto amargo
E contrito desta minha oração.
Roque Scnheider, S.J.