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terça-feira, 17 de julho de 2012

FORMAÇÃO CATÓLICA



CONHECER, AMAR E SEGUIR O EVANGELHO
DE JESUS CRISTO

Nota-se em algumas pessoas um novo interesse pela fé cristã e pela pessoa de Jesus Cristo.
Nascido há dois mil e Doze anos e conta hoje com muitos seguidores de várias Igrejas: ortodoxos, católicos, protestantes.
Certamente, os cristãos ficarão mais fascinados pelo fundador da sua fé e pelo Senhor da Sua vida.
Mas nós temos de nos empenhar com os não praticantes para ganharem um novo interesse e se aproximar de Cristo e da Igreja.
Acerca de Jesus podemos perguntar: trata-se de um homem como os outros ou é mesmo Filho de Deus? Se é o Filho de Deus, o que é que isso implica na nossa vida diária?
 Os católicos praticantes e não praticantes, precisam de descobrir que Deus é nosso Pai; que Jesus Cristo é o nosso Salvador e Senhor e que o Espírito Santo vem viver em nós.
  O que falta em muitas pessoas é saber, ou tomar consciência profunda de que:

1- Que Deus existe;
2- Que Deus é nosso Pai, que cuida de nós;
3- Que Deus nos ama infinitamente e sem condições;
4- Que Deus é Bom, ou melhor, pura Bondade, Doçura e Amor.
5- Que o Deus de Jesus Cristo, o Deus cristão é um Deus de Amor que quer o melhor para nós.
6-  Que Deus não manda doenças, nem castigos, nem a morte para ninguém.
7- Que o Deus cristão é o Deus da festa, da profunda alegria, da verdadeira felicidade.
8- O cristão deve ser alegre e mostrar no seu rosto a felicidade de praticar a sua religião dentro da Igreja Católica.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

IDEAL DE VIDA



SAÚDE MENTAL

  Hoje encontramos muita gente doente psicologicamente porque perdeu o sentido da realidade. Isto é, em vez de ter os pés bem assentes na terra, olhando e aceitando a realidade como ela é, prefere sonhar, imaginar, fantasiar com outra situação, sem aceitar a realidade.

 A doença psicológica de grande parte das pessoas está na falta de objetivos na vida, na falta de um ideal, na falta de um projeto de vida; na falta de metas a atingir...
A apatia, a indiferença amorfa, a falta de vontade e de querer são sinais de morte que revelam falta de vontade de viver.
Cada pessoa deve ter um ideal de vida: ser escritor, ser professor, ser médico, casar-se, ser pai, ser mãe, ser padre, ser religioso ou religiosa, ser missionário…
Se uma pessoa não tem um ideal alto e nobre, a vida acaba por enfastiar e não dar gosto de viver.
Ter no pensamento o sinal MAIS (cruz). Mais amor, mais amizade, mais empenho, mais esforço, mais compromisso, mais fé, mais esperança, mais amor, mais alegria, mais doação aos outros, mais entrega, mais coragem, mais energia, mais união, mais comunhão.
Hoje, muita gente, só se preocupa com o TER MAIS e esqueceu o SER MAIS e com isso, só alcança a sua infelicidade. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

A EXPERIÊNCIA DE DEUS


              A EXPERIÊNCIA DE DEUS

Não é uma experiência material como as cores, os sons, os paladares, os cheiros, nem uma experiência científica.
Existe o olhar do filósofo que reflete acerca das coisas e da sua finitude e que se interroga sobre o sentido da vida e da morte e pela sua reflexão pode chegar até Deus: lembramos as vias ou caminhos de S. Tomás para chegar até Deus.
A filosofia pergunta-se acerca da existência de Deus, tem dúvidas.
A experiência religiosa de Deus é um outro nível.
A religião não pergunta se Deus existe. Acredita em Deus.
O homem religioso é banhado pela luz de Deus e iluminado desde o seu interior e vê mais do aquilo que os olhos vêem e a inteligência compreende.
A experiência de Deus é uma experiência indireta: ninguém jamais viu a Deus” (Jo 1, 18). É a experiência de uma ausência.
Tenho um grande amor a Deus, sinto-O como o TUDO da minha vida, mas ainda não O posso abraçar.
É como se Ele estivesse aqui perto de mim, mas de costas.
Sei que está, mas não vejo o Seu rosto.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

AS NOSSAS DUAS FORÇAS



A FERA E O ANJO EM NÓS 
 Em cada pessoa há o instinto animal, feroz que, muitas vezes puxa para o mal, para a violência, para a morte. E há também na pessoa a tendência para o bem, para a amizade, a paz, o respeito.
Mas esta tendência para o bem é já fruto da educação, da cultura, da moral em que a pessoa vai sendo conduzida e educada.

A fera e o anjo é o Homem diante do bem em atitudes diferentes.
A FERA procura extrair dos outros uma satisfação, um bem para mim. Tem garras. Quer receber, é egoísta, só pensa em si.
O ANJO leva-me até às pessoas para as querer, para as afirmar com a minha estima e para o seu bem. É altruísta.
O anjo tem asas que abrigam e acalentam e que me levam ao encontro dos outros para dar, para ajudar, para levar calor, afeto, amor, reconhecendo valores.
A fera só me leva a parar quando estiver saciado de sangue, de posse.
A RELIGIÃO é uma atividade que leva a desprender-me de mim no reconhecimento de Deus como primeiro valor, como valor absoluto e fonte de todos os outros valores.
A religião é uma força libertadora. Uma força que liberta para fazer o bem a Deus e aos outros. Proíbe o mal, mas ajuda a fazer o bem.
     Compete a cada um dominar a fera que há em si mesmo e deixar-se conduzir pelo anjo que há em si mesmo, pela imitação do bem que Deus é e que Jesus Cristo nos revelou.
    Dominar os seus desejos selvagens, dominar-se a si mesmo; educar os seus desejos para desejar o bem não só para mim, mas também desejar o bem comum, o bem dos outros. O bem de todos.
     A fera procura a posse egoísta dos outros.
É o sentido e a preocupação do "ter" e "ter cada vez mais", como é a nossa civilização materialista em que nos encontramos. Esta sociedade dá mais valor às coisas, ao ter, do que às pessoas.
    O anjo procura o dom, a doação de si mesmo a Deus e aos outros. O anjo dá mais valor ao "ser": ser bom, ser amigo, ser honesto, ser digno.
    Ser anjo, não quer dizer ser "anjinho", que os outros enganam, oprimem, esmagam, abusam.
    Aqui, ser anjo, quer dizer: ser bom e fazer o bem.
    Vencer e dominar a fera que há em nós e nos torna agressivos, violentos, possessivos.
    Neste mundo nunca seremos só anjos, mas podemos ser umas autênticas feras para os outros e para nós mesmos.
    Podemos ser cada vez melhores e seremos muito mais felizes.

terça-feira, 3 de julho de 2012

PERGUNTAS SOBRE A IGREJA


68. Porque é que um padre não pode ter uma mulher?
      Durante os dez primeiros séculos da história da Igreja, não foi assim. Eram ordenadas pessoas casadas e não casadas que, depois disso, não podiam mudar de estado civil.
      A pouco e pouco, no Ocidente, as pessoas foram-se dando conta de que o povo cristão preferia os padres que não eram casados e o celibato tornou-se uma regra.
      Os padres celibatários têm, na verdade, mais disponibilidade para a comunidade cristã de que foram encarregues.
Hoje, há quem ponha em causa este hábito.
As comunidades cristãs já são mais pequenas e os baptizados assumem cada vez mais responsabilidades na vida paroquial.
Imagine-se que era escolhido para presidir à Eucaristia um homem com experiência que já tivesse a sua vida familiar e profissional orientada; assim, poderia dedicar mais tempo à comunidade cristã.
O bispo impor-lhe-ia as mãos para que ele se tornasse padre, sendo o padre, com efeito, o colaborador do bispo.
Mesmo que, um dia, se adoptasse a solução que acabamos de descrever, o celibato continuaria a fazer sentido para os cristãos.
Alguns dos homens e mulheres a quem chamamos religiosos sentiram-se chamados a permanecer solteiros. São assim testemunhas de que Deus pode preencher completamente o coração dum ser humano e manifestam que o objectivo da vida é sermos irmãos ou irmã de todos.  
Aqueles que escolheram o celibato como caminho para o Reino de Deus consagraram, no fundo, o seu coração a Deus e querem abrir os braços a todos, sem os utilizar para abraçar alguém em particular.
O que constitui uma lembrança, para todos os cristãos, de que Deus torna o homem feliz e que, quanto a isso, nunca pode haver excluídos.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

O QUE É UM SACERDOTE


O que é um sacerdote?
       Em todas as religiões, o papel do sacerdote consiste em fazer a ponte entre Deus e os homens.
      São os sacerdotes que conhecem as formulas correctas para nos dirigirmos à divindade e que podem oferecer os sacrifícios recomendados.
     No Antigo Testamento, o sumo-sacerdote era o único que podia entrar no «Santo dos Santos», o centro sagrado do Templo de Jerusalém.
Quanto ao sacerdote ou padre católico, não é apenas um intermediário entre os crentes e Deus.
Pelo Baptismo, com efeito, cada baptizado recebeu uma unção com óleo e o celebrante anunciou que ele passava a ser «eternamente membro de Cristo Sacerdote, Profeta e Rei».
São Pedro, na sua primeira carta aos cristãos, fala do povo cristão como de um povo de sacerdotes.
Nós, batizados, somos, portanto, todos sacerdotes, o que quer dizer que podemos falar directamente com Deus sem recorrer a padres.
Há duas palavras em grego que estão na origem das palavras portuguesas «sacerdote» e «padre».
A primeira (hiereus) significa aquilo que te acabei de explicar em cima e corresponde ao que habitualmente se designa por sacerdote.
A segunda (presbuteros) significa «o antigo», aquele que é testemunha da tradição; e é este o significado que se aplica ao padre cristão, cujo papel consiste em transmitir-nos a tradição que vem de Jesus (o Evangelho), zelar pela unidade da comunidade que lhe é confiada (é por isso que ele «preside» à Eucaristia) e fazer a ligação com o bispo e as outras comunidades cristãs.
É uma espécie de animador da comunidade cristã, aquele que lhe dá uma alma e que se assume o lugar de Cristo no meio dos seus irmãos.
Não deve fazer tudo sozinho, mas é ele que vela para que tudo seja bem feito.

Poesia de A Correia de Oliveira

Escutai, amigos meus:
Ser padre é isto somento
Não ser de si nem dos seus
Para ser de toda a gente.

terça-feira, 26 de junho de 2012

O QUE É A IGREJA



           Podemos escrever esta palavra com minúscula (igreja) ou com maiúscula (Igreja).
Com minúscula (igreja) quando se trata do lugar onde os cristãos se reúnem (edifício de pedra), e com maiúscula (Igreja) para designar a comunidade de batizados que se junta nesse lugar.
Há, portanto, uma igreja de pedra e uma Igreja de pessoas. Dessa Igreja de pessoas só vemos uma pequena parte, a que está reunida num determinado lugar num determinado momento.
Mas ela é, na verdade, uma enorme comunidade (infelizmente ainda dividida nos nossos dias).
Percorreu mais de dois mil anos e está repartida em inúmeras comunidades mais pequenas disseminadas por todos os continentes mas animadas por um único Espírito, o de Jesus.
Há estatísticas, datas históricas, personagens célebres… mas o essencial, como acontece muitas vezes, não pode ser visto pelos nossos olhos: é um povo animado pela fé num mesmo Pai, que nos enviou Jesus e que nos dá o seu Espírito.
Dele fazem parte todos os baptizados, aqueles que hoje vivem e aqueles que já morreram, os santos do calendário, os santos anónimos e também todos os crentes mais ou menos fiéis e os maiores pecadores, a quem é sempre oferecido o perdão de Deus.
É uma imensa caravana a caminho do Reino de Deus.
Tudo começou no Pentecostes, quando os Apóstolos amedrontados acabaram por abrir as portas para anunciar que Jesus tinha ressuscitado, depois de terem recebido o Espírito Santo,  a força do amor divino.
Desde logo, houve homens e mulheres que mudaram o seu coração e formaram a primeira comunidade onde tudo era posto em comum.
Era «como se tivessem uma só alma», como escreve São Lucas nos Actos dos Apóstolos (2, 46). «Vejam como eles se amam!», dizia quem os observava.
E este é um ideal pelo qual são responsáveis todos os cristãos de todas as gerações: viveremo no amor e do amor. Viverem em união, em comunhão.