Número total de visualizações de página

sábado, 24 de julho de 2010

CRESCER NA FÉ



Vivemos num mundo que há muito perdeu o direito de ser chamado “cristão”. Vivemos num mundo neo-pagão.
Os valores que hoje imperam não são cristãos, são pagãos.
O relacionamento estabelecido entre as pessoas não é fraterno.
Na maioria das vezes é apenas interesseiro.
Por vezes, ouve-se que, o que é preciso, é cada um cuidar da sua vida e procurar sobreviver.
Os meios de Comunicação Social todos os dias dão notícias pouco animadoras, muitas notícias más: cenas de assaltos, roubos, insegurança, violência e degradação humana tornam-se lugar-comum.
Guerras, assassinatos a sangue frio por interesses mesquinhos, já não nos incomodam muito.
Já nos habituamos a ver e a ouvir tantas desgraças e misérias que acabamos por aceitar essas imagens no nosso dia-a-dia como algo inevitável, como algo que sempre vai acontecer e já não tem solução.
Perante isto que fazemos nós? Nada.
E com isso ficamos de consciência tranquila e cruzamos as mãos.
Podemos até dizer: se ninguém faz, porque havemos nós de fazer?
É neste quadro de realidade que o cristão vive desde a sua infância e é chamado a crescer na fé e a se desenvolver.
O cristão é chamado a dar uma resposta positiva neste mundo negativo de maldade e de pecado.
A nossa resposta tem de ser dada no CONHECIMENTO da fé, na CELEBRAÇÃO da fé e no VIVER a fé com entusiasmo, com vontade de viver, com alegria, com esperança, com caridade, para que o nosso testemunho de amor ajude a curar este mundo tão doente.
Temos de ser cristãos num mundo de valores pagãos.
O nosso testemunho de vida é fundamental para ajudar a transformar o mundo à nossa volta.
Mas antes de transformar o mundo, temos de deixar que Deus nos transforme a nós mesmos.
Jesus Cristo conta contigo, comigo, connosco.
Ele enfrentou o mundo com as suas dificuldades: teve de morrer, mas venceu com a força do amor de Deus pela ressurreição.
Diz sim a Jesus Cristo.
Diz sim à Igreja Católica e Jesus Cristo estará sempre contigo e o seu amor vai ajudar-te a cumprir a tua missão no mundo.

Pe. Albano Nogueira

quinta-feira, 8 de julho de 2010

A VIDA CONSAGRADA A DEUS E AOS OUTROS



A vida é um dom que nós recebemos de Deus através dos nossos pais.
Seria bom que cada pessoa sentisse a sua vida como um presente de Deus não apenas para si, mas também para os outros.
A maturidade de uma pessoa, caracterize-se, entre outras coisas, na forma como é generoso, se se dá aos outros, se colabora em causas voluntárias, sociais, religiosas.
Uma pessoa chega à maturidade na medida em que superou, nem sempre totalmente, pois isso seria a perfeição, mas superou, em grande parte, o seu egoísmo próprio da infância, adolescência e da sua juventude e se abre ao altruísmo= fazer bem aos outros, dar-se aos outros, viver para os outros.
Ao superar o egoísmo que a encerra em si mesma, a pessoa abre-se aos outros numa vida relacional, de partilha, de generosidade, de amizade, de doação, de entrega e pode seguir dois caminhos:
- a vida matrimonial onde um homem se dá a outra mulher, e vice-versa,
- a vida consagrada celibatária (masculina ou feminina).
Hoje alguns e algumas não casam, por egoísmo, mas também não são celibatários.
Exercem uma vida sexual sem compromissos, instintiva, uma afectividade pobre, que não lhes traz verdadeira felicidade.
Querem gozar a sexualidade no que ela tem de prazer, de satisfatório, tantas vezes sem amor, mas não querem compromissos, não querem as exigências do amor que traz sempre alguma cruz, alguma morte, alguns sacrifícios.
A vida consagrada de sacerdote, de missionário, de religioso(a), ou a vida de um leigo consagrado no mundo hoje tem pouco interesse para os jovens, é pouco atractiva e quando se fala disso, as pessoas riem-se…
Há pouquíssimos candidatos a esta vida de consagração tanto masculina, como feminina.
A vós, pais, que me ledes, dizei aos vossos filhos que a vida consagrada, tanto masculina como feminina, é uma vida muito bela, grande, cheia, porque é sinal de um chamamento de Cristo a uma vida de doação aos outros de forma.
Hoje, as pessoas têm uma vida rasteira, vazia, com pouco sentido, às vezes, sem nenhum sentido porque falta Deus e porque falta o amor aos outros.
Só têm egoísmo, amor a si mesmas.
A vida sem sentido, vazia, inútil é a vida egoísta daquele e daquela que só pensa em si, só se preocupa consigo e nada faz pelos outros.
Pais que me ledes: sede amigos dos vossos filhos a sério e chamai-os a colaborar nas tarefas de casa. É aí que se começa a aprender que a vida não é só receber que leva a pessoa a tornar-se egoísta.
A vida é também dar, dar-se, fazer alguma coisa pelos outros…
As férias são uma boa oportunidade para os filhos ajudarem os pais nas tarefas de casa e aprenderem a serem altruístas.
A vocação consagrada surge, cresce e amadurece na pessoa altruísta que, em casa, na paróquia, numa associação, num grupo, aprende a fazer alguma coisa pelos outros.

««««««««««««««««««««««««««««««««««««

A vós, crianças, adolescentes e jovens, que me ledes, vos peço: pensai na vossa vida, nosso vosso futuro.
Não vos contenteis com uma vida egoísta, vazia, mesquinha.
Pode dar-vos gozo, prazer no momento, mas no futuro tereis uma vida com pouco sentido, muito pequena…
Rezai a Jesus para que vos ilumine.
Pensai que Jesus Cristo precisa de vós.
Pensai no bem que podeis fazer pelos outros e encher a vossa vida de significado…
Pensai que a maior felicidade de uma pessoa é aquilo que faz pelos outros, por vezes de forma desinteressada, gratuita.
Pensai na vida consagrada.
Podeis fazer, por exemplo, uma experiência num seminário, num colégio de religiosas, numa actividade de voluntariado em lares de criança, idosos, em terras de missão.
Há jovens que vão com os missionários 15 dias, um mês de férias para terra de missão, para outros países ajudar gratuitamente os outros.
Pensai nisso, não tenhais medo, nem ligueis aos risos dos colegas.
Os que rirem, riem porque não entendem o que é A VIDA GRANDE…
Sabem apenas um pouco do que é a vida pequena, a vidinha rasteira e medíocre que levam…
Que Deus vos ilumine acerca da vossa vocação e vos abençoe a todos…

O vosso amigo Pe. Albano Nogueira