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sexta-feira, 28 de maio de 2010

COMO O BARRO NAS MÃOS DE DEUS


Como o barro em tuas mãos, Senhor
transforma-me, Senhor;
modela-me como Tu.
Quero ser fiel, quero ser fiel a Ti, meu Jesus.
Quero obedecer-te, Senhor.
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Não quero ser CRISTÃO DE ÁGUA,
só de nome, só por ter sido baptizado.
Católicos não praticantes, só contam para as estatísticas,
mas não celebram a sua fé.
Cristãos católicos do "faz de conta",
Filhos de Deus que esqueceram o Pai.
A água escorre e desaparece.
Já passou, já foi praticante, agora não é.
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Não quero ser CRISTÃO DE AR.
Como as andorinhas que vão e que vêm.
Aparecem umas vezes e desaparecem outras.
Vêm algumas vezes à igreja: baptismo, 1ª comunhão,
profissão de fé, crisma, casamento e pouco mais.
Não são constantes, permanentes.
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Não quero ser CRISTÃO DE CHUMBO.
São os fanáticos, os radicais.
Andam muito pela igreja, mas sempre a criticar,
a apontar os defeitos dos outros.
Rezam, mas não se comprometem na
transformação do mundo e do seu ambiente.
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Quero SER CRISTÃO COM QUE JESUS SONHOU,
um cristão de barro.
O barro deixa-se moldar,
ganhar a forma que o oleiro lhe quiser dar.
Quero comprometer-me com Cristo,
com a Igreja Católica, com a família,
com o meu ambiente
para procurar solução para os problemas.
É barro porque é flexível nas mãos de Deus
e leva dentro de si os tesouros da graça divina.
Ajuda-me, Senhor, a ser barro nas tuas mãos,
que se deixa moldar por ti
para ser teu mensageiro da paz, da fé,
da esperança, do amor.
Amen.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

ORAR É RECONHECER-SE PECADOR



Orar é RECONHECER que somos pecadores como Pedro que se deixou guiar pelo Mestre e lançou as redes onde durante toda a noite nada tinha pescado.
Sabemos o que se passou depois: pesca milagrosa, muitos peixes, as redes quase se rompiam…
Ao ver isto, Pedro exclamou: “Senhor, tem piedade de mim que sou um homem pecador…”.
O que aos homens parece impossível, às vezes, de repente, o Senhor torna-o possível.
Qual foi a tua reacção?
Somos pecadores, fazemos o mal que não queremos e deixamos de fazer o bem que queremos.
Mas se somos pecadores, Tu, Senhor, és o nosso Pai, Tu perdoas, esqueces e aceitas… por isso, recorremos a Ti com fé e confiança, sabendo que nunca rejeitas os teus filhos que vêm a Ti com dor no coração.
Jesus disse a Pedro: “Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens”. Então levaram as barcas para terra. Deixaram tudo e seguiram Jesus.
Faz uma paragem, reconhece o amor de Deus por ti que nunca falta, pede-Lhe perdão pelas vezes que não Lhe correspondes aos Seu amor.
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Orar é RECONHECER que o Senhor me confia uma missão.
Primeiro ensina-nos a escutar a sua voz.
Com o tempo descobre-nos essa razão última que dá sentido à nossa vida: o que quer de nós…
A nossa missão é única e irrepetível.
Ninguém pode substituir-nos.
Jesus necessita das nossas mãos para abençoar,
Jesus necessita dos nossos pés para caminhar ao encontro dos outros,
Jesus necessita da nossa boca para falar
Jesus necessita do nosso coração para amar e isto sempre de modo concreto.
Somos o Seu corpo aqui e agora.
Alguma vez perguntaste a Jesus: “Senhor, que queres de mim?”.
Se Jesus te chamasse, qual seria a tua resposta.
O pai, a mãe às vezes, pedem ajuda aos filhos: vai fazer isto, preciso que me faças isto.
Mas os filhos também podem perguntar:
Mãe, pai, precisam de alguma coisa que eu faça? Posso ajudar?
Com Deus temos nós de fazer muitas vezes esta pergunta.
“Senhor, que posso fazer eu por Ti? Em que posso ajudar?”.
Outras vezes o Senhor pede ajuda pela boca do pai, da mãe, de um sacerdote, de um catequista, etc...
O Senhor precisa de ajuda. Não devo pensar só no que Deus pode fazer por mim, no que Deus me pode dar.
Tenho de pensar também: o que é que eu posso dar a Deus, que é que eu posso fazer pelo Senhor, pela Igreja, pelos outros…
O Senhor precisa de mensageiros, de apóstolos, de testemunhas que digam aos homens o quanto Deus os ama, que ensinem a conhecer e amar a Deus, que O sigam.
Nós não somos nada, não somos dignos, mas o Senhor precisa de nós como voluntários.
Se nós fizermos a nossa parte, Deus fará o resto.
Se eu não fizer, Deus também não o fará.
O que é preciso é dizer: “Senhor, aqui estou.
Podes contar comigo”.
Pe. Albano Nogueira

sexta-feira, 7 de maio de 2010

PARADOXOS (CONTRADIÇÕES) DO NOSSO TEMPO

Vejamos algumas contradições dos nossos dias.

- Temos edifícios mais altos e pavios mais curtos.
- Temos estradas mais largas e pontos de vista mais estreitos.
- Gastamos mais, mas temos menos e ficamos cheios de dívidas.
- Compramos mais, mas desfrutamos menos.
- Temos casas maiores cheias de móveis, mas famílias mais pequenas, onde falta o calor humano.
- Mais comodidades, mas menos tempo.
- Temos graus académicos, mas menos entendimento.
- Mais conhecimento e menos poder de discernimento.
- Mais peritos, mas ainda mais problemas.
- Mais medicina, mas menos bem-estar.
- Bebemos muito, fumamos muito, comemos muitos, mas mais doentes.
- Gastamos de forma excessiva, mas rimos muito pouco.
- Guiamos muito depressa e irritamo-nos muito facilmente.
- Deitamo-nos muito tarde para viver e gozar mais a vida, para acordarmos muito cansados e mais mortos do que vivos.
- Lemos muito pouco, vemos muita televisão, mas só rezamos de vez em quando ao nosso Bom Deus.
- Multiplicamos as nossas posses, mas reduzimos os nossos valores.
- Falamos muito e dizemos pouco ou nada de interesse.
- Raramente amamos e odiamos com muita frequência.
- Aprendemos a ganhar dinheiro para viver, mas não aprendemos a VIVER.
- Adicionámos anos à vida, mas não vida aos anos.
- Já fomos à lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua para saudar o nosso vizinho.
- Conquistámos o espaço exterior, mas não o espaço interior.
- Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores.
- Limpamos o ar, mas poluímos a alma.
- Dominámos o átomo, mas não os nossos preconceitos.
- Escrevemos mais, mas aprendemos menos.
- Planeámos mais, mas realizamos menos.
- Aprendemos a viver depressa, mas não a esperar.
- Existe muito envolvimento sexual entre as pessoas, mas pouco amor.
- O nosso tempo tem homens grandes, mas pequenos de carácter.
- Grandes lucros e relações superficiais.
- São tempo de dois salários, mas de mais divórcios.
- Casas mais luxuosas e mais lares desfeitos.
- Tempo do descartável: fraldas, viagens rápidas, valores morais descartáveis, relações de uma só noite, corpos obesos, e pílulas que fazem tudo: levantar ânimo, deprimir e até matar
- No nosso tempo, as pessoas gozam mais, mas são mais infelizes.
- Há abundância de bens materiais e vazio de bens espirituais.
- O Homem tornou-se um deus bem mortal e o Deus Imortal deixou de fazer falta.