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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

CULTURA ACTUAL E MENSAGEM CRISTÃ

albanosousanogueira@sapo.pt


A cultura actual é caracterizada do seguinte modo:
- Uma cultura impregnada de narcisismo;
- Uma cultura que privilegia a individualidade (individualismo);
- Uma cultura que promove a libertação (libertinagem) sexual;
- Uma cultura que debilita o sentido de pertença;
- Uma cultura que acentua a satisfação dos desejos;
- Uma cultura que não consolida a confiança básica;
- Uma cultura à margem de Deus.

* Narcisismo – Olhar só para si cheio de vaidade.
* Individualismo/ Egoísmo – O que conta é o indivíduo isolado.
O “Eu” como centro do mundo.
O que conta é o que “eu” gosto, o que eu penso, o que me convém, os meus interesses, o que me apetece, sem ter em conta os direitos dos outros.
Tudo é relativo ao meu “EU”.
* Erotismo – Eudeusou-se a satisfação dos desejos sexuais, sem regras, sem princípios, sem compromissos, sem amor.
Vale tudo= Libertinagem sexual.
* Consumismo – O que conta é ter cada vez mais dinheiro para comprar, para consumir.
* Neo-paganismo- Deus para muitas pessoas não conta.
Vive-se como se Deus não existisse.
Para muitos católicos, a ligação a Deus é apenas por momentos, mais por tradição do que por convicção: um nascimento, um casamento, um funeral e pouco mais…
É uma fé mortiça, moribunda, sem entusiasmo, sem convicção, sem paixão.
É uma crença em Deus, mas que sem qualquer com sequência na vida concreta.
Ou seja, é como se Deus não contasse para nada na vida= paganismo.
Queira Deus sacudir-nos da mediocridade, já!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

ORAR É CONHECER

albanosousanogueira@sapo.pt

O verbo "conhecer" na Bíblia não se limita ao conhecimento intelectual de alguém.
É antes conhecimento experiencial, vivencial.
Deus dotou-nos de 5 sentidos exteriores e também de sentidos interiores.
Salmo 139: “Senhor, Tu examinas-me e conheces-me, sabes quando me sento e me levanto.
Tu conheces de longe o que penso.
Tu sabes se caminho ou se me deito e conheces bem todos os meus passos.
Ainda a palavra não chegou à minha língua e já Tu, Senhor, a conheces totalmente.
Pois Tu, Senhor, formaste as minhas entranhas, teceste-me no seio de minha mãe.

CONHECER A DEUS E A JESUS CRISTO
A razão e o objectivo último da oração é encarnar Jesus, revestir-nos d’Ele.
Como poderíamos fazê-lo se não O conhecemos.
Para conhecer um amigo necessitamos de estar com ele, muitas vezes e a sós.
Jesus não é um amigo qualquer, é Deus que se fez homem para O sintamos próximo.
Em tudo semelhante a nós menos no pecado.
Sentiu o que nós sentimos: alegria, tristeza, rebeldia, dor, incompreensão…
Tudo o que as pessoas podem sentir.
Viveu como um de tantos nós e foi descobrindo aos poucos a sua missão.
Jesus foi um homem que passou pelo mundo fazendo o bem.
Sabemos que, por nosso amor, morreu numa cruz e que o Seu amor era tão grande que esta prova não foi para Ele suficiente.
Por isso, inventou a Eucaristia para ficar connosco e ser nosso alimento.
Conhecer Jesus é a aventura mais apaixonante e feliz que pode acontecer.
Para tal precisamos de ler o evangelho a pouco e pouco, tratando de descobrir quem é Jesus, como pensa, como fala, como sente, como actua.
Reza: “Senhor Jesus, dá-me um conhecimento interno de ti, que por mim te fizeste homem, para que mais Te ama e Te siga”.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

ESPIRITUALIDADE APOSTÓLICA






A espiritualidade apostólica tem 3 momentos:

1. Descobrir a mensagem de Deus escondida em todos os acontecimentos, na nossa realidade.
O mundo é o espaço em que percebemos a proximidade amorosa e salvadora de Deus.
Em Jesus, o mundo não foi obstáculo para a sua contemplação de Deus. Foi local da escuta da vontade do Pai.
O seu caminho espiritual não foi fugir do mundo para melhor contemplar Deus, mas em contemplar e amar a Deus, implicando-se radicalmente nesses acontecimentos.

2. Encontrar-se com Jesus na humildade (pés descalços).
Neste encontro escutamos a voz de Deus e somos enviados por Ele.
O encontro com Deus projecta luz sobre o acontecimento que lhe deu origem.
A acção vê-se sob o prisma da contemplação que nos convida a situar-nos na óptica de Deus.
Ver tudo com os olhos e o coração de Deus e tudo fazer com a paixão pelo Reino de Deus.

3. Voltar à realidade, ao acontecimento pela contemplação de Deus e do Seu Reino, pelo desejo de fazer a sua vontade, aqui e agora.
Toda a experiência de Deus é acção pelos outros e a toda a acção pelos outros é uma revelação de Deus.
Podemos experimentar muitas coisas no mundo, mas devemos ficar apenas com o bom. Para viver e descobrir a mensagem do Evangelho é preciso ter um coração simples.
Para sermos fiéis a Deus e ao povo não é preciso muita sabedoria, nem o poder deste mundo.

Deus escolheu o que é fraco para enfrentar o que é forte.
Vai para tua casa. Pára junto dos teus e conta-lhes o que o Senhor fez por contigo e como teve compaixão de ti (Mc 5,19).


Pe. Albano Nogueira

domingo, 10 de janeiro de 2010

O MEU BAPTISMO




O Baptismo de Jesus lembra-me o meu baptismo que tem os seguintes efeitos:

Baptizar quer dizer mergulhar, entrar na vida de Deus, na vida divina ou deixar que essa vida entre em nós e nos habite.


EFEITOS DO BAPTISMO


1- Torna-me CRISTÃO= seguidor de Jesus Cristo a quem devo imitar. Jesus passou a vida fazendo o bem aos outros.

Logo, eu também devo fazer o mesmo.


2- Membro da IGREJA CATÓLICA, a comunidade de fé fundada por Jesus Cristo, que vem desde o tempo dos Apóstolos, sempre guiada e orientada pelo Papa e pelos Bispos fieis às inspirações do Espírito Santo.

Devo sem membro activo da Igreja Católica e não apenas membro passivo que só recebe e nada faz pelos outros, nem pela comunidade.


3- Pelo baptismo a pessoa torna-se FILHO ADOPTIVO DE DEUS. Filhos adoptivos de Deus no Filho Jesus.


4- Morada, TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO.

O Espírito Santo é o Deus em nós.


5- HERDEIRO DOS BENS DIVINOS.

Como os filhos herdam os bens dos pais, assim os baptizados podem herdar os bens neste mundo e, sobretudo, a vida eterna.


No baptismo começa a uma vida de amizade entre Deus e nós.

Essa vida espiritual, ou vida da graça deve crescer e ser alimentada pela oração, boas leituras, sacramentos.


Pe. Albano Nogueira