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sábado, 27 de junho de 2009

VIDA E MORTE NA BÍBLIA



Jesus Cristo, Homem e Deus, revela o poder de Deus nos milagres. Acalmou a tempestade do mar, cura pessoas, ressuscita mortos.
Domingo XIII do Tempo Comum, dia 28 Junho: fala-se da cura de uma mulher doente há 12 anos e a ressurreição de uma menina também de 12 anos.
O número 12 é simbólico, significando eleição. Doze filhos de Jacob vão dar as 12 tribos de Israel, quando, na realidade, o Antigo Testamento menciona mais de 12, mas com isso quer dizer-se que eram as tribos eleitas. Também são 12 os profetas menores do Antigo Testamento; os 12 apóstolos de Jesus; as 12 legiões de anjos que Jesus tem à Sua disposição (Mt 26,53). Note-se ainda que o Apocalipse tem várias referências a este número.
Esta mulher, doente há 12 anos, como que foi escolhida para ser curada e esta menina de 12 anos também foi escolhida para ser ressuscitada.
Mas a reflexão que eu quero apresentar é que a palavra “Vida” na Bíblia é mais do que Vida biológica e a palavra “morte” na Bíblia é mais do que morte biológica.
“Vida” na Bíblia é vida plena: do corpo, da alma, da mente, do coração, do espírito. Vida abundante de saúde, bem-estar, felicidade, fartura, família numerosa, boas relações com Deus, com os outros e consigo mesmo. Vida que vai para além da terra: Vida eterna.
“Morte” na Bíblia não é apenas morte biológica, morte da pessoa, é muito mais do que isso. “Morte” é também o corte de relação, as doenças mortais, os pecados mortais porque separam dos outros e de Deus.
A pessoa humana é um ser de relações. A doença mortal separa as pessoas das outras, até as doenças contagiosas obrigam a separar e essa pessoa como que está morta, separada, esquecida.
Esquecer alguém é como que estar morto para essa pessoa sem se relacionar com ele. Quando um se zanga com alguém, essa relação fica afectada e pode até morrer e dizemos: “essa pessoa, para mim, morreu…”, embora ela, biologicamente, continua viva.
Quem não ama está morto. Se houvesse uma pessoa que não amasse ninguém diríamos que essa pessoa não tendo boas relações com ninguém, está morta.
Quem esquece Deus, corta com Deus e não tem aquela vida plena, abundante, pode até ter cortado com Deus. Por isso se diz pecado mortal, não porque mata a vida biológica, mas porque mata a ligação a Deus.
Ao curar doentes, ao ressuscitar mortos, Jesus Cristo quer-nos comunicar que Ele veio combater tudo o que se opõe a uma vida plena, feliz, abundante de Deus. Deus quer-nos felizes, com uma vida abundante, de plenitude.
Isso é tanto mais importante, quanto mais as pessoas hoje, coma ideia de “gozar” a vida, ficam com uma vida cada vez com menos qualidade, com vícios, dependências, doenças, “escrava”… Querem gozar a vida e ficam mais mortos do que vivos: veja-se como fica uma pessoa ao fim de uma noitada na farra sem dormir, encharcada em comida, álcool, tabaco, jogos, drogas, comprimidos, divertimentos…
A alegria de Deus é que a Pessoa Viva e Viva uma vida feliz, abundante.
A moderação é muito importante para isso.
Como estamos numa sociedade onde a lei de Deus cada vez conta menos para as pessoas, elas usam e abusam das coisas deste mundo, sem regras, sem limites e depois ficamos chocados com a vida de tanta gente que em vez de se um amanhecer, é um anoitecer, um envelhecimento precoce e de outros até morte precoce: veja-se a morte do Michael Jackson…
Será caso para eu te dizer meu irmão, minha irmã:
DEIXA DEUS ENTRAR EM TI E TERÁS UMA VIDA DE ABUNDANTE FELICIDADE. Sem Deus a tua vida SERÁ SEMPRE UMA VIDA MENOR E COM RISCO DE REVSVALAR PARA O ABISMO...
Que Deus te abençoe.
P. Albano Nogueira

quarta-feira, 24 de junho de 2009

ORAÇÃO PARA O ANO SACERDOTAL

Senhor Jesus,

Vós quisestes dar à Igreja, em São João Maria Vianney, uma imagem vivente e uma personificação da caridade pastoral.
Ajudai-nos a viver bem este Ano Sacerdotal, em sua companhia e com o seu exemplo.
Fazei que, a exemplo do Santo Cura D’Ars, possamos aprender como estar felizes e com dignidade diante do Santíssimo Sacramento, como seja simples e quotidiana a vossa Palavra que nos ensina, como seja terno o amor com o qual acolheu os pecadores arrependidos, como seja consolador o abandono confiante à vossa Santíssima Mãe Imaculada e como seja necessária a luta vigilante e fiel contra o Maligno.
Fazei, ó Senhor Jesus que, com o exemplo do Cura D’Ars, os nossos jovens possam sempre mais aprender o quanto seja necessário, humilde e glorioso, o ministério sacerdotal que quereis confiar àqueles que se abrem ao vosso chamado.
Fazei que também em nossas comunidades, tal como aconteceu em Ars, se realizem as mesmas maravilhas de graça que fazeis acontecer quando um sacerdote sabe “colocar amor na sua paróquia”.
Fazei que as nossas famílias cristãs saibam descobrir na Igreja a própria casa, na qual os vossos ministros possam ser sempre encontrados, e saibam fazê-la bela como uma igreja.
Fazei que a caridade dos nossos pastores anime e acenda a caridade de todos os fiéis, de tal modo que todos os carismas, doados pelo Espírito Santo, possam ser acolhidos e valorizados.
Mas, sobretudo, ó Senhor Jesus, concedei-nos o ardor e a verdade do coração, para que possamos dirigir-nos ao vosso Pai Celeste, fazendo nossas as mesmas palavras de São João Maria Vianney:
Eu Vos amo, meu Deus, e o meu único desejo é amar-Vos até o último suspiro da minha vida.Eu Vos amo, Deus infinitamente amável, e prefiro morrer amando-Vos a viver um só instante sem Vos amar.Eu Vos amo, Senhor, e a única graça que Vos peço é a de amar-Vos eternamente.Eu Vos amo, meu Deus, e desejo o céu para ter a felicidade de Vos amar perfeitamente.Eu Vos amo, meu Deus infinitamente bom, e temo o inferno porque lá não haverá nunca a consolação de Vos amar.Meu Deus, se a minha língua não Vos pode dizer a todo o momento que Vos amo, quero que o meu coração Vo-lo repita cada vez que respiro.Meu Deus, concedei-me a graça de sofrer amando-Vos e de Vos amar sofrendo.Eu Vos amo, meu divino Salvador, porque fostes crucificado por mim e porque me tendes aqui em baixo crucificado por Vós.Meu Deus, concedei-me a graça de morrer amando-Vos e de saber que Vos amo.Meu Deus, à medida que me aproximo do meu fim, concedei-me a graça de aumentar e aperfeiçoar o meu amor.Amém.
S. João Maria Vianney

sexta-feira, 19 de junho de 2009

ORAÇÃO DE PERDÃO NESTE ANO SACERDOTAL

Ao iniciar-se este Ano Sacerdotal, eu, sacerdote há 26 anos,
faço minhas as palavras desta oração:

"Perdão, Senhor!
Embora bem-intencionado, nem sempre acertei…
Eu queria ser flor e fui espinho…
Queria ser um sorriso e fui mágoa…
Queria ser luz e fui trevas…
Queria ser estrela e fui eclipse…
Queria ser contentamento e fui tristeza…
Queria ser amigo e fui adversário…
Queria ser força e fui fraqueza…
Queria ser o amanhã e fui o ontem…
Queria ser paz e fui guerra…
Queria ser vida e fui morte…
Queria ser sol e fui escuridão…
Queria ser calma e fui tumulto…
Queria ser sobrenatural e fui terreno…
Queria ser lenitivo e fui flagelo…
Queria ser AMOR e fui decepção…
Queria viver perto de Vós e afastei-me de Vós...
Queria servir os outros e não os vi pela dureza que encheu meu coração...
Queria viver um grande ideal na vida: e tenho o coração vazio e seco...
Recebe, Senhor, em tuas mãos de misericórdia e perdão infinito,
o gosto amargo e contrito desta minha oração".

quarta-feira, 17 de junho de 2009

O SENHOR ME CHAMOU A TRABALHAR


1. O Senhor me chamou a trabalhar.
A messe é grande a ceifar,
A ceifar o Senhor me chamou,
Senhor, aqui estou.

Vai trabalhar pelo mundo fora,
Eu estarei até ao fim contigo.
Está na hora, o Senhor me chamou,
Senhor, aqui estou.

2. Todo o bem que na terra alguém fizer
Jesus no Céu vai premiar,
Cem por um já na terra, Ele vai dar.
No Céu vai premiar.

3. Teu irmão à tua porta vem bater,
Não vais fechar teu coração.
Teu irmão a teu lado vem sofrer:
Vai logo socorrer.

domingo, 14 de junho de 2009

ANO SACERDOTAL 1


"Os padres são importantes pelo que são", diz Cardeal Hummes
O prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Cláudio Hummes, divulgou uma carta por ocasião do
Ano Sacerdotal, que terá início no dia 19 de Junho, festa do Sagrado Coração de Jesus e Dia Mundial de Oração pela santificação dos sacerdotes.
Para o cardeal, a convocação deste ano teve uma repercussão mundial positiva, em especial entre os próprios sacerdotes: "Todos queremos nos empenhar, com determinação, profundidade e fervor, a fim de que seja um ano amplamente celebrado em todo o mundo, com toda a sua grandeza e com a participação do nosso povo católico, que sem dúvida ama seus sacerdotes e os quer ver felizes, santos e repletos de alegria".
Deverá ser um ano positivo, em que a Igreja quer dizer que está orgulhosa de seus sacerdotes. "Eles são importantes não somente por aquilo que fazem – afirma o cardeal brasileiro –, mas por aquilo que são."
É verdade que alguns deles se viram implicados em graves problemas, mas representam uma percentagem muito pequena em relação ao número total do clero: "A imensa maioria dos sacerdotes são pessoas digníssimas, dedicadas ao ministério, homens de oração e de caridade pastoral, que vivem para actuar a própria vocação e missão com grandes sacrifícios pessoais, solidários para com os pobres e com quem sofre".
O Ano Sacerdotal, portanto, deve ser uma ocasião para aprofundar a identidade sacerdotal, a teologia sobre o sacerdócio católico e o sentido da vocação e da missão dos sacerdotes na Igreja e na sociedade. Para isso, será necessário organizar encontros de estudo, jornadas de reflexão, exercícios espirituais específicos, conferências e semanas teológicas.
Em especial, deverá ser um ano de oração dos sacerdotes, com os sacerdotes e pelos sacerdotes, para que sejam examinadas as condições concretas, espirituais e materiais em que vivem; um ano de renovação da espiritualidade do presbitério e de cada um dos presbíteros.
Por fim, o cardeal convida todas as Igrejas locais a participarem da inauguração do Ano Sacerdotal com um ato litúrgico específico. "Serão bem recebidos em Roma todos aqueles que poderão estar presentes, a fim de manifestar a própria participação a esta feliz iniciativa do papa."
O Ano Sacerdotal foi convocado por Bento XVI para celebrar os 150 anos da morte de São João Maria Batista Vianney, o Santo Cura d'Ars

P. Albano Nogueira




quarta-feira, 10 de junho de 2009

PENSAMENTOS- 2


- O Ideal da minha vida é conquistar o mundo para Jesus Cristo instaurar o Reino do Sagrado Coração.
- A obediência oferece a Deus aquilo que o homem tem de mais precioso e apreciado: a sua vontade.
- Para elevar-se é preciso desprender-se da terra.
- Servir a Deus é reinar.
- Ser santo é viver pacificamente e corajosamente sob o olhar de Deus.
- A Cruz é tão necessária que Jesus tem feito dela a medida da nossa glória.
- O padre e o leigo são o sal da sociedade e a luz da vida social.
- A humildade é o fundamento de todas as virtudes.
- A paciência e a imolação são mais fecundas do que a oração e acção.
- Levar Cristo ao coração do mundo;
- Trazer o mundo ao coração de Cristo.
- Deus sempre é bom, mesmo quando prova tem desígnios de misericórdia.
- Nosso Senhor olha por todas as necessidades, no tempo oportuno, se nos abandonar-mos a Ele.
- O Coração de Jesus resume toda a minha vida: Por Ele vivi, por Ele morro.
- Sem o espírito de amor e imolação as mais espectaculares e grandiosas obras perdem a sua razão de ser.
- O meu único ideal é Cristo.
- É preciso que nos façamos santos. Deus o quer. Já estamos atrasados. Mãos à obra!
- Um homem que queira mudar a sociedade não pode ter ideias tímidas.
- O estudo, a acção e a oração: O sacerdote deve ser um doutor, um apóstolo e um santo.
- As obras exteriores são agradáveis a Nosso Senhor mas muitas vezes estes meios confundem-se com o fim.
- Vivamos com toda a religião para com Deus, toda a santidade para connosco, toda a justiça para com o próximo, toda a sobriedade para com as coisas.
- A fé verdadeira é a única que nos liberta de todas as tiranias e a que promove todo o progresso.
- O silêncio é um dos meios mais fecundos da perfeição.
- O tempo é um tesouro que não nos pertence.
- Todo o amor verdadeiro tem por fim tornar feliz a pessoa que se ama.
- Façamos as coisas mais comuns de uma maneira não comum.
- Deus brindou a juventude com os elementos que servem para as grandes empresas: entusiasmo, força e generosidade.
- O jovem é a mais bela criatura de Deus, é a esperança do provir.
- No prazer a juventude passa mais depressa.
- As obras em que a juventude não participa estão golpeadas de esterilidade.
- A vida do jovens dependerá mais daquilo que serão pelo coração e pelo carácter, do que pelo conhecimento acumulado na mente.
- Não podemos estar sempre em oração perto de Jesus. Saibamos também servi-lo na pessoa dos seus irmãos.
- A educação não se faz com negações.
- Onde não há ordem não há virtude.
- Deus é amor. Fazendo-se homem concentra todo o seu amor num coração humano.
- Para tempos novos obras novas
Pensamentos deonianos

sexta-feira, 5 de junho de 2009

FÉ, REVELAÇÃO E SALVAÇÃO



Primeiramente, os homens começaram por imaginar a existência de Deus. Começaram a imaginar que tinha de existir Alguém mais forte do que eles, mais poderoso do que eles.
As pessoas tinham de enfrentar dificuldades, perigos, obstáculos. Esses perigos vinham da natureza: do clima muito quente ou muito frio, da seca, das inundações, das tempestades, das trovoadas, dos animais selvagens, das doenças, dos outros homens, da morte.
Assim, a primeira ideia de Deus é inventada, criada pelo ser humano que supõe existir alguém que o possa ajudar nas suas adversidades e perigos.
A própria natureza (tempestades, inundações, etc) é vista como sinal de algum Deus enraivecido e furioso que é preciso acalmar através de orações e sacrifícios.
Esta é a primeira ideia de Deus que aparece em todos os povos primitivos. Todos os povos primitivos revelam uma crença no sobrenatural, num ou em vários deuses, que podem dominar as forças adversas, inimigas que colocam em perigo a vida e a sobrevivência humanas.
Esta crença humana no sobrenatural abarca também uma vida depois da morte, a vida do além túmulo. Os povos primitivos acreditam na vida depois da morte. Por isso, fazem cerimónias religiosas em honra dos mortos e até colocam junto deles os objectos usados nesta vida pensando que eles iriam continuar a precisar deles.
Depois, vem a segunda ideia de Deus, fruto da revelação.
Após ter criado o homem e permitir que ele tenha evoluído para um estado civilizacional mais adiantado, Deus revela-se. Deus mostra-se, dá-se a conhecer.
Passaram-se milhões de anos e Deus sai do seu anonimato, revela-se a um Povo- o povo hebreu, ou povo judeu, ou o povo de Israel.
Então, agora já não é o homem a imaginar a existência de Deus, mas é o próprio Deus que se dá a conhecer. O próprio Deus que diz: "Eu existo, Eu sou único. Não existe outro Deus além de Mim. Tudo o resto são ídolos, falsos deuses criados pela imaginação do homem".
Esta é a grande distinção entre as religiões. Umas são de iniciativa humana. É o homem que imagina e cria um Deus segundo o seu pensar. São as religiões naturais e naturalistas, as religiões orientais, asiáticas, africanas e outras.
Outras religiões são reveladas, são de iniciativa divina. É o caso da religião judaica, da qual nasce Jesus Cristo que dá origem ao Cristianismo. A religião judaica e cristã são de origem divina. A diferença está em que muitos judeus não aceitaram Jesus Cristo como o Messias, o Salvador, o Libertador enviado por Deus e ainda hoje esperam esse Messias, enquanto que os cristãos aceitaram Jesus Cristo como o Filho de Deus. Se é o próprio Deus a falar e a dar-se a conhecer, essa é que é a verdadeira religião.
Este Deus revela-se com um Deus Salvador que liberta o povo eleito de situações adversas, de perigos, da opressão e escravidão, para o introduzir numa terra de paz, de liberdade e de abundância.
Este Deus revela-se também como o Deus Criador. A primeira revelação de Deus foi feita pela Criação. Deus revela-se, dá-se a conhecer pela criação. Ao ver a ordem, a beleza, a harmonia, a força evolutiva da criação, o homem pôde chegar à conclusão da existência de Deus. Quando vemos uma pegada na areia dizemos que passou uma pessoa ou um animal por ali. Não vimos a pessoa, ou o animal, mas chegamos á conclusão ao vermos a pegada. Assim, ao olharmos para a natureza o homem chegou à conclusão que foi Deus quem a Criou. Não foi o homem que fez o mundo, por isso, concluiu que foi um ser Sobrenatural mais forte e poderoso do que o homem.
O mundo é uma mensagem, uma marca, uma palavra dada ao homem para ele poder ter a primeira impressão de Deus.
P. Albano Nogueira

quarta-feira, 3 de junho de 2009

CORAÇÃO DE JESUS


albanosousanogueira@sapo.pt

http://deixadeusentrar.blogspot.com/



Junho, mês do Sagrado Coração de Jesus

Fala-se, muitas vezes, do Coração de Cristo como símbolo de seu amor, tomando-o da Escritura: "Beberemos da água que brotaria de seu Coração... Quando saiu sangue e água" (Jo 7,37; 19,35).
Na Idade Média, começaram a considera-lo como modelo de nosso amor, paciente por nossos pecados, a quem devemos reparar entregando-lhe nosso coração (santas Lutgarda, Matilde, Gertrudes a Grande, Margarita de Cortona, Angela de Foligno, São Boaventura, etc.).
No século XVII estava muito expandida esta devoção. São João Eudes, já em 1670, introduziu a primeira festa pública do Sagrado Coração.

Em 1673, Santa Margarida Maria de Alocoque começou a ter uma série de revelações que a levaram à santidade e ao impulso de formar uma equipe de apóstolos desta devoção. Com seu zelo conseguiram um enorme impacto na Igreja.


O apostolado da Oração, que pretende conseguir nossa santificação pessoal e a salvação do mundo mediante esta devoção.

A Oposição a este culto sempre foi grande, sobretudo no século XVIII por parte dos jansenistas, e recebeu um forte golpe com a supressão da Companhia de Jesus (1773).Na Espanha foram proibidos os livros sobre o Sagrado Coração. O imperador da Áustria deu ordem que desaparecessem suas imagens de todas as Igrejas e capelas. Nos seminários era ensinado: "a festa do Sagrado Coração provocou um grave mancha sobre a religião".

A Europa oficial rejeitou o Coração de Cristo e em seguida foi assolada pelos horrores da Revolução francesa e das guerras napoleónicas. Mas depois da purificação, ressurgiu de novo com mais força que nunca.

Em 1856 Pio IX estendeu sua festa a toda a Igreja. Em 1899 Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus (o Equador tinha se consagrado em 1874).

E a Espanha em 1919, em 30 de Maio, também se consagrou publicamente ao Sagrado Coração no Monte dos Anjos. Onde foi gravado, sob a estátua de Cristo, aquela promessa que fez ao pai Bernardo de Hoyos, S. J., em 14 de maio de 1733, mostrando-lhe seu Coração, em Valladolid (Santuário da Grande Promessa), e dizendo-lhe: "Reinarei na Espanha com mais Veneração que em muitas outras partes".



Catolicanet...