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domingo, 13 de julho de 2014

A EXPERIÊNCIA DA FRAGILIDADE

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A vida é bela, mas não impede todas as provas e desventuras, porque existimos e experimentamos o amor.
A vida é marcada pela fragilidade, em todas as suas fases e formas: a fragilidade do recém-nascido, da criança, do idoso, do doente, do pobre, do abandonado, do marginalizado, do prisioneiro. Em todas as idades experimentamos sofrimentos físicos, psíquicos, sociais. Como acontece com a felicidade, também a experiência da dor é comum a todos.
Assim como em cada situação humana se experimenta a fragilidade, assim também cada ambiente vital é fruto de um equilíbrio frágil. 
Nos rostos das famílias há muitas vezes mais lágrimas para enxugar do que sorrisos para colher. 
Na vida há sofrimentos que aparecem contra todas as nossas expectativas e também sofrimentos que nascem dos nossos erros e das nossas falhas: quando damos prevalência ao ter sobre o ser; quando nos sobrecarregamos de coisas inúteis; quando damos a precedência ás coisas sobre as pessoas, aos interesses materiais sobre os afectos.
A fragilidade permanece como um grande desafio: desde sempre ela suscitou interrogações, problemas, incertezas. 
Um personagem da Bíblia tornou-se uma espécie de referência para todos aqueles que têm a coragem de reflectir sobre a dor. Trata-se de Job: com o seu nome designamos quem sofre injustamente ou quem justamente tem motivos para lamentar-se. Com Job, perguntamo-nos: porque é que devemos sofrer e morrer?

Muitos não conhecem as palavras que a Bíblia coloca nos lábios de Job no momento em que o contacto com a dor se torna insuportável. 
O cristão não desanima, como Jesus também não desanimou. Deus está sempre connosco também nos momentos de maior sofrimento e debilidades.
Deus ama-nos sempre e muito mais quando sofremos intensamente a dor.