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quarta-feira, 16 de junho de 2010

ENCERRAMENTO DO ANO SACERDOTAL

albanosousanogueira@sapo.pt
http://deixadeusentrar.blogspot.com

Neste Ano Sacerdotal olhámos para Cristo Sacerdote: só Ele faz a ponte entre o Coração de Deus e a humanidade peregrina pela vida.
No meio de tantos vazios de sentido e de futuro, entre concepções demasiado sociais da Igreja, é preciso anunciar a novidade guardada por Deus para nós: Jesus Cristo abre um futuro de plenitude para o homem e vive na Igreja para oferecer a comunhão eterna com Deus.
Cristo Sacerdote continua a procurar os homens imersos nas suas debilidades e feridas, a chamar à união numa só família, a iluminar com a clareza da verdade definitiva.
Por isso, os seus gestos e a sua palavra na vida da Igreja, a força do seu Espírito e a radicalidade do seu amor neste Povo Sacerdotal, são vitais e insubstituíveis no seio do nosso mundo.
Em segundo lugar, olhámos para os ministros do Sacerdócio de Cristo, sacerdotes ao serviço de Cristo, da Igreja e do mundo.
Ao longo do ano, a renovação deste olhar foi um caminho cheio de interpelações, quer para leigos, quer para sacerdotes: olhar de gratidão, olhar de súplica, olhar de conversão.
O Santo Padre começou sempre, tal como em Fátima, por olhar com gratidão e afecto para os sacerdotes: «A todos vós que doastes a vida a Cristo, desejo nesta tarde exprimir o apreço e reconhecimento eclesial. Obrigado pelo vosso testemunho muitas vezes silencioso e nada fácil; obrigado pela vossa fidelidade ao Evangelho e à Igreja» (Discurso do Papa Bento XVI aos Sacerdotes e Consagrados, em 12.05.2010).
Os sacerdotes são, em si próprios, um dom da presença de Cristo que Lhe agradecemos; mas são também inúmeras histórias silenciosas e permanentes de serviço, doação e peregrinação sobrenatural.
Mas à gratidão associou-se sempre a súplica: multiplicaram-se as orações em tantas comunidades, pedindo a força de Deus para a fidelidade dos sacerdotes.
Esta súplica ultrapassa o conhecimento das dificuldades e pecados sacerdotais: trata-se de pedir e colaborar para que o Amor de Cristo seja inteiro e transbordante na vida dos sacerdotes.
Essa é a resposta à exigência de santidade inscrita na vocação de todos os cristãos e, em particular, dos sacerdotes.
A santidade é um desafio de fidelidade integral.
A fidelidade, a lealdade à própria vocação, como discípulo que quer seguir o Senhor.
A fidelidade no tempo é o nome do amor; de um amor coerente, verdadeiro e profundo a Cristo Sacerdote».
Desta fidelidade depende também, em parte, a fecundidade da missão da Igreja.
A gratidão e a súplica são genuínas quando desabrocham em corações abertos à conversão verdadeira e integral.
E esse foi o principal desafio deste Ano Sacerdotal: conversão a Cristo Sacerdote e conversão à forma como Cristo quer os sacerdotes.
O amor de Cristo e da Igreja pelos sacerdotes foi e é um tremendo apelo à autenticidade e santidade sacerdotal.
Terminamos o Ano Sacerdotal mas continuamos o amor sacerdotal. Amar Cristo Sacerdote e amar os ministros do Sacerdócio de Cristo: eis o apelo que perdura para além deste ano, eis o desafio a leigos e sacerdotes empenhados na construção da comunhão eclesial.

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