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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

1- A teologia nos contextos da história

albanosousanogueira@sapo.pt
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Teologia é a ciência que estuda DEUS...

O mundo de hoje é como uma aldeia: tudo se sabe, tudo se conhece.
A teologia quer falar de Deus a este mundo dito pós-moderno.
a) O mundo de hoje é um mundo emancipado, independente de Deus e da religião, preocupado apenas com o valor dado à razão humana, ao seu pensamento, vendo Deus quase como um adversário.
Como dizia Nietzsche, Deus tinha desaparecido da sociedade porque o Homem o tinha morto. Nós o matámos.
Nós e vós…
Todos somos os assassinos de Deus…
Mas como podemos esvaziar o mar?
Quem nos deu a esponja para limpar o céu?
Andaremos errando num nada infinito?
Não faz mais frio?
Não vedes que a obscuridade aumenta cada vez mais?
Não está sendo necessário acender lanternas ao meio dia?
Não escutamos o ruído dos coveiros que estão a enterrar Deus?
Deus morreu e fomos nós que O matámos.
Como nos consolaremos nós, assassinos entre assassinos?
Muitos pensadores dizem que a razão humana entende tudo e tudo é acessível à razão, ao pensamento humano.
b) Por outro lado, vai aparecendo noutros pensadores a sensação de que a razão humana tem limites e é uma presunção (vaidade) a razão dizer-se emancipada.
Basta ver as falhas e os fracassos históricos e pergunta-se: de quem é a culpa?
Guerras mundiais, conflitos regionais, fomes, terrorismo, insegurança, miséria, droga.
A razão moderna não é tudo, mas tem dificuldades em reconhecer a sua culpa.
Há muito sofrimento dos vencidos que denuncia o triunfo dos vencedores.
O mundo sem Deus pode ser comparado a um eclipse do sol: tudo parece negro, escuro, cinzento, moribundo, anoitecendo, aborrecido
c) Perante os fracassos da razão humana em tantas situações da história, pergunta-se “para que servem os poetas em tempo de pobreza?”
O nosso tempo moderno é o tempo das crises, do pensamento débil, crise das ideologias, um mundo vazio de esperança que leva a recordar, tantas vezes, o valor do passado.
d) Perante o limite e fracasso da razão humana em tantos campos, pode surgir uma nova figura além do ser humano: o Outro, a Alteridade, o Totalmente Outro (Deus) que surge como a Origem sem origem e fim sem fim que não se reduz àquilo que nós conhecemos de material (por isso é totalmente diferente do que existe, totalmente Outro).

continua
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(Bruno Forte, teólogo italiano)

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