Número total de visualizações de página

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O ROSTO DE DEUS

.
Deus é um mistério, que se vislumbra, mas não se vê.
Temos de perceber o “Rosto do Outro” (Deus), que é Transcendente; mas o “Rosto do Outro” nos visita e nos atrai para um êxodo (saída de nós mesmos) até nos encontrarmos com Ele, mas não face a face.
Jesus Cristo de quem vamos celebrar o seu nascimento no Natal é esse Deus que nos visita e se aproxima de nós.
Jesus Cristo, o Verbo encarnado é o Deus tornado visível, mas, ao mesmo tempo, o Deus escondido, silencioso e invisível.
Deus é Aquele que se mostra e que se esconde...
A abertura da pessoa a esse Rosto de Deus convida-nos a descobrir uma certa “não-presença a nós mesmos; uma anterioridade (existe antes de tudo e de todos) que ninguém iniciou.
Deus é uma alteridade radical, é Outro Ser totalmente diferente de nós, inefável (não se pode exprimir por palavras), que não se deixa prender, agarrar, controlar, que marca tudo e tudo envolve; que se deixa evocar pela analogia (comparações).
A analogia revela as limitações para falar de Deus e as desemelhanças daquilo que nós conhecemos.
A analogia é palavra do Silêncio e silêncio da Palavra.
Palavra que evoca o Silêncio de Deus e silêncio porque a Palavra de Deus só se escuta no silêncio, no íntimo, na consciência de cada um.
O Homem pensa e Deus ri –dia um Provérbio judaico.
A teologia deve narrar e falar de Deus contando o amor que nos manifestou em Jesus Cristo e que pense nesse amor maior com a discrição (prudente, modesto, humilde) da analogia, narrando as maravilhas de Deus: “Escura Israel…”.
Escuta Israel as maravilhas que Deus fez em ti.
Ao aproximar-nos do Natal, também eu te quero dizer, meu irmão.
Deixa o ruído, o barulho, as confusões das compras.
Faz silêncio e abre as mãos ao presente que Deus te quer dar gratuitamente em cada Natal e em cada dia: o Seu Filho Jesus Cristo.

Bruno Forte

Sem comentários:

Enviar um comentário