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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

FALAI-ME DE AMOR

Michel Quiost, Falai-me de Amor,
ed. Paulistas, Lisboa.
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Amar não é "deixar-se levar" por um maravilhoso sentimento; mas é, empolgado por este sentimento, querer, com todas as forças, tornar felizes os outros, ou um outro.

AMAR é bem a grande e única aventura da vida.
Lá, Deus nos espera, porque Deus é amor.
Onde há amor, aí está Deus presente.

Para muitos, o importante é viver fazendo o que lhe apetecer para ser feliz.
Muitos o fizeram e percorreram o caminho falso da liberdade, a libertinagem.
Experimentaram o prazer de todas as maneiras, mas continuaram a sentir o tormento da fome e da sede dentro de seus corações.
Sede de viver, mas sobretudo sede de razões de viver, e de "como" viver.

O homem é assim: as suas fomes e sedes jamais serão vencidas. Quando as julga dominadas, elas renascem cada vez mais vivas. Correm diante do homem e ele esgota-se perseguindo-as, sem jamais as alcançar.

O homem é fome e sede insaciáveis.
E morre, quando morrem os seus desejos.

Ter fome e sede de vida e não encontrar alimento que sacie, é o grande drama do homem moderno, apesar de estar inundado de todos os bens e comodidades.
Essa fome e sede existem porque o homem não entende que o problema não viver, mas Amar.

A fome e a sede humanas jamais se poderão satisfazer com os alimentos da terra.
A verdadeira fome e o desejo mais profundo do coração do homem, além do desejo de viver, é o desejo de amar e ser amado.
Aí reside a verdadeira fome do homem.

O homem de hoje, na generalidade, não se conhece, porque julga, orgulhoso, que pode debater só apenas consigo mesmo os seus problemas.
Ora, ninguém pode revelar-se aos seus próprios olhos, se não se revelar diante de um outro, atento, amigo.
E Deus é o TOTALMENTE OUTRO, totalmente diferente de tudo o que nós conhecemos e experimentamos...
(continua)

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