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terça-feira, 3 de julho de 2012

PERGUNTAS SOBRE A IGREJA


68. Porque é que um padre não pode ter uma mulher?
      Durante os dez primeiros séculos da história da Igreja, não foi assim. Eram ordenadas pessoas casadas e não casadas que, depois disso, não podiam mudar de estado civil.
      A pouco e pouco, no Ocidente, as pessoas foram-se dando conta de que o povo cristão preferia os padres que não eram casados e o celibato tornou-se uma regra.
      Os padres celibatários têm, na verdade, mais disponibilidade para a comunidade cristã de que foram encarregues.
Hoje, há quem ponha em causa este hábito.
As comunidades cristãs já são mais pequenas e os baptizados assumem cada vez mais responsabilidades na vida paroquial.
Imagine-se que era escolhido para presidir à Eucaristia um homem com experiência que já tivesse a sua vida familiar e profissional orientada; assim, poderia dedicar mais tempo à comunidade cristã.
O bispo impor-lhe-ia as mãos para que ele se tornasse padre, sendo o padre, com efeito, o colaborador do bispo.
Mesmo que, um dia, se adoptasse a solução que acabamos de descrever, o celibato continuaria a fazer sentido para os cristãos.
Alguns dos homens e mulheres a quem chamamos religiosos sentiram-se chamados a permanecer solteiros. São assim testemunhas de que Deus pode preencher completamente o coração dum ser humano e manifestam que o objectivo da vida é sermos irmãos ou irmã de todos.  
Aqueles que escolheram o celibato como caminho para o Reino de Deus consagraram, no fundo, o seu coração a Deus e querem abrir os braços a todos, sem os utilizar para abraçar alguém em particular.
O que constitui uma lembrança, para todos os cristãos, de que Deus torna o homem feliz e que, quanto a isso, nunca pode haver excluídos.

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