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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

DEUS DÁ SENTIDO À VIDA E À MORTE


Consulte o meu outro blog:



Quando digo que Deus existe para “ DAR MAIS SENTIDO À VIDA E MAIS SENTIDO À MORTE", quero dizer que não é a mesma coisa encarar a vida ou a morte com fé em Deus ou sem fé em Deus.

Quando a vida corre bem: tenho saúde, bem-estar, harmonia, paz, amizade Deus parece que não faz muita falta… Mas quando vêm as contrariedades, as doenças, os sofrimentos, as injustiças, as tragédias, as desgraças, a vida de muita gente perde o sentido. Muitos pensam que não vale a pena viver. O melhor é morrer. Morrendo acabam-se todos os problemas, dores, doenças, sofrimentos, etc. Deus dá sentido à vida humana mesmo nos momentos de dor, de sofrimento, de desgraça, de tragédia.

Viver sofrendo sem fé em Deus (é o mesmo que sofrer sem esperança) não tem muito sentido, é um absurdo. Viver, mesmo sofrendo, com fé em Deus, é sofrer com esperança e tem mais sentido. Tal como a mulher que sofre para dar à luz uma nova vida. Sofre com esperança…

Quem tem fé sabe que sofre, mas um dia passará essa dor, esse sofrimento, se não for neste mundo será na eternidade. A morte não tem o mesmo significado ou sentido com fé em Deus ou sem fé em Deus.

Uma morte sem a fé em Deus é encarada como o fim de tudo, como se toda a vida terminasse com a morte. Assim pensam os ateus. E a morte torna-se, realmente um absurdo, um sem sentido, um fracasso, uma frustração.

Deus não interfere na capacidade do homem permanecer vivo ou morto. Mas a pessoa é que tem UM OLHAR DIFERENTE sobre a sua vida e a sua morte conforme tem fé em Deus ou não: com ESPERANÇA ou sem ESPERANÇA…


Quando se falo em "uma morte com sentido" não falo no espírito de sacrifício que norteou uma vida. Falo da morte não como um fim, não como uma frustração e um fracasso, mas como o último momento plenamente humano, em que eu “abro a última porta da vida” e espero Deus do outro lado da porta para a fechar e me acolher nos seus braços amorosos de Pai e de Mãe.

Para mim, uma morte com sentido é uma morte com esperança cristã que a vida mate a morte (como Jesus matou a morte ao morrer e ressuscitar e hoje continua vivo porque em Deus a Vida é mais forte do que a morte) e não seja a morte a matar a vida, como dizem os que não acreditam.

A morte faz parte da vida de todo o ser vivo e de todo o ser humano.

É algo de natural e não é um absurdo. Absurdo seria pensar que poderíamos viver com este corpo que se degrada milhares… de anos…

O que torna a morte obscura e absurda é a falta de fé em Deus e o medo de que tudo termine com a morte e que tudo acabe para sempre.

Jesus trouxe Lázaro de novo à vida, como um “sinal”, um gesto do poder de Deus. Mas Lázaro voltou a morrer. Jesus fez milagres por amizade às pessoas, por causa da sua fé, mas também para mostrar que o poder de Deus estava com Ele. Foi-lhe feito um pedido e Jesus demorou ainda dois ou 3 dias a ir a Betânia e quando chegou já Lázaro estava morto. Atendeu o pedido de muitas pessoas. Ajudou muitas pessoas, fez milagres que eram como que “sinais”. Um "sinal" que aponta para fora de si mesmo, como um sinal de trânsito.

O importante não foi o “sinal”, a cura, o milagre. Importante era o autor dos “sinais”: Deus presente em Jesus Cristo convidando à conversão à mudança de vida deixando o mal e aderindo ao bem.

P. Albano Nogueira

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