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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

QUEM NOS DARÁ A FELICIDADE?

Consulte o meu outro blog:
Quem nos dá felicidade?
As coisas materiais?
As pessoas?
A cultura?
Deus?

Todas as pessoas desejam ser felizes. Todos nós trazemos este anseio no mais profundo do nosso coração. Fomos criados por um Deus feliz, um Deus de amor, de alegria e de paz!
O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há-de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar.
O mais doloroso é ver que nessa busca frenética, desordenada e por vezes irresponsável pela felicidade, acabamos invertendo o valor das diferentes realidades da nossa vida.
Umas vezes, damos valor demais às coisas, outras vezes, damos valor demais às coisas; outras vezes damos demasiado valor à cultura, ao intelecto e esquecemos algo de muito essencial: a fé e a confiança em Deus.
Precisamos dos bens materiais, precisamos das pessoas, precisamos de cultura, mas precisamos também de um projecto de vida, um ideal que não pode estar só centrado em nós, mas bastante nos outros. Viver para os outros, preocupar-se com a felicidade dos outros, é o melhor caminho de sermos felizes e nunca esquecer que a fé, a confiança e o amor a Deus é fundamental para a vida ter mais sentido e sermos mais felizes.
Deus é felicidade, Deus é Amor! Mas perdeu importância na vida de muitas pessoas que ficaram vazias por dentro e tentam encher o seu coração com aquilo que não satisfaz a sua ânsia mais profunda de felicidade.
Amor e felicidade podem ser tanta coisa: poder, bom emprego, família sexo, dinheiro, bens materiais... E Deus onde fica? Para muitos Deus não conta, para outros, Deus é mais um item dessa vasta lista.
Infelizmente, no final encontraremos as cisternas rachadas que não retêm água… Alimento que não sacia, água contaminada e estragada que não mata a sede humana de felicidade. Homens, mulheres, jovens, crianças, casais que não têm expressão, tristes, apáticos, infelizes, sempre a resmungar, não realizados porque procuram a felicidade da forma errada e acabam encontrando uma felicidade ilusória, vã e passageira.
A verdadeira felicidade não consiste simplesmente na satisfação das nossas necessidades pessoais. Quando buscamos a Deus encontramos o amor, a felicidade, a paz, no entanto, nem sempre buscando a felicidade encontramos Deus. Não podemos separá-Lo da nossa felicidade. Ele é o único capaz de fazer-nos plenamente feliz e encher o nosso coração.
“Deus é amor!” Deus só sabe amar. Frequentemente compreende-se felicidade como prazer, apetites, conveniências, gostos. Na verdade, em muitas circunstâncias da nossa vida podemos experimentar a felicidade mesmo que ela não esteja associada ao prazer ou a sentimentos.
A nossa felicidade não consiste em ter um corpo atlético, o carro do ano, o filho que contra tudo e todos eu tenho que ter. A felicidade acontece mais no dar do que no receber, no acolher, perdoar e suportar, carregar o outro. Amar não é satisfação, é doação!
A felicidade é um caminho a percorrer e não uma meta, um ponto de chegada. Felicidade não é ausência de problemas, lutas e combates. A vida de ninguém é um contínuo sucesso. A alegria está no meu coração.
Precisamos ter a coragem de derrubar os muros do medo e da superficialidade para chamar de felicidade e amor o que verdadeiramente são. A nossa vida não é um conto de fadas. É uma história de mistério que teve origem em Deus.
O ser humano, o Homem é nobre. Somos chamados por Deus à profundidade, e não é qualquer coisinha, qualquer informação, estereótipo, moda, música que irá nos deprimir. Somos nobres! Somos grandes! Somos filhos de Deus. Essa grandeza precisa ser reconhecida e submetida ao senhorio de Cristo.
A felicidade é uma pessoa: Jesus Cristo, e Ele está dentro de nós.
A dor não é o nosso fim último; a felicidade é o nosso fim último.

P. Albano Nogueira

1 comentário:

  1. Habituei-me a parar por aqui, umas vezes lendo, outras ainda comentando...

    Concordo bastante quando afirma que a felicidade é o nosso fim último. Mas ja não me parece que " a felicidade é uma pessoa: Jesus Cristo"
    Creio que esta Igreja que vejo não é a Igreja que podia e devia ser... Igreja. Não por culpa dos tempos, não por culpa dos homens, muito menos por culpa de Deus. Simplesmente... pecamos demais por atribuir a fonte da virtude a um Ser ( Deus ) enquanto nos deveríamos mais esforçar em fazer da religião uma maneira de ser. Pecamos demais por ter que provar que somos bons, que somos isto ou aquilo... enquanto que, na verdade.... a mão esquerda nem deveria saber o que faz a mão direita.
    O bem e o mal não precisam de ter um rosto. Aliás, não têm rosto.
    Estamos demasiado habituados a ver o bem retratado como Jesus Cristo, como Alá, como Buda ou como outro mensageiro qualquer.
    Acredito sinceramente que o rosto do bem está no rosto de cada um; Homem ou Mulher, Branco ou Negro, Muçulmano ou Judeu.
    Enquanto fazedores do Bem, todos são um pedaço de Deus.
    Nem mais nem menos.

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